A distância entre Roma e Beijing é de quase 10 horas. Se já fiquei impressionado com a aeroporto de Roma, aqui é assustador. Descemos do vôo e andamos por esteiras rolantes por mais de 20 minutos, o visto foi sem fila e depois pegamos um metrô interno para chegar até as malas. Eram 40 esteiras de desembarque, todas isoladas, com carrinhos posicionados atrás da faixa amarela.
Beijing é uma cidade moderna, com prédios altos e cheios de vidros. Nada de novidade para quem anda pelas alas modernas das metrópoles brasileiras. Nossa sorte é que é feriado de 3 dias, significa que vamos pegar menos trânsito.
Depois do check in no hotel, saímos para andar por ruas de grande movimento. Muita, mas bota muita nisso, gente na rua. Calçadas, ruas e faixa de bicicletas se confundem alem de ninguém respeitar nada. Quase ninguém se dispõe a entender inglês, alem de ter muita gente querendo as mesmas coisas. Tendo dormido pouco no avião e avançar por 7 horas em relação à Europa, o melhor era dormir cedo mesmo.
O dia amanhece mais cedo, 8 e pouco já clareava. Fomos conhecer uma fábrica de objetos em Jade. Uma grande indústria, uma grande loja e a descoberta: os chineses são vendedores a todo custo.
Primeiro fomos até à região das tumbas. É uma região grande, pois acreditam que cada imperador morto se transforma em um dragão e um dragão não pode ver o outro. A distância entre as tumbas é grande separada por montanhas. Fomos ver uma Tumba de um dos imperadores da dinastia Ming. Só se conhece o museu com objetos e uma construção símbolo. Ninguém pode saber onde ele está enterrado, pois junto com ele estão seus tesouros, sedas e uma pedra de jade na boca, pois ele vai usar isso em outro lugar. Suas concubinas eram sacrificadas e enterras perto do imperador.
Depois do almoço chegamos as muralhas, esse negócio de ser a maior construção da humanidade e ser a única obra vista do espaço, nos causa grande curiosidade, ao mesmo tempo que sabemos que não vamos ver a obra toda, apenas um pedacinho. Começaram a construir ha 2.500 anos e é extremamente bem conservada. Aqui perto de Beijing, foi construída pelos imperadores da dinastia Ming (Sec XIV a XVII) completando assim os 25.000 km de muralha. Não é um murinho, é muito grande e dá muita pena de todos. Pena dos chineses que tinham que ficar de guarda nelas e pena dos Mongóis que jamais conseguiriam ir para um lugar mais quente.
Elas não são apenas um muro, em cima das muralhas é um corredor com mais de sete metros de largura e dizem que é possível caminhar no interior das muralhas (isso eu não vi). O problema é o vento, como venta, meu Deus do céu, um vento nas montanhas a menos de cinco graus negativos, dói tanto que a alma fica querendo se esconder em baixo dos montinhos de gelo.
De volta a Beijing fomos ao centro de medicina chinesa. Alem de passar por um diagnóstico, um escalda-pé e massagens nos pés, saímos com alguns comprimidos de ervas para equilibrar o nosso metabolismo.
Completamos o dia em uma cerimônia do chá, vimos diversos tipos de preparos e paladares, claro que tudo seguido de uma lojinha para a venda dos produtos.
Para completar a emoção do dia, fomos a um restaurante típico, escolhemos o do hotel para evitar problemas de comunicação. Alem de não conseguir nenhuma comunicação, resolvemos pedir um prato na sorte. Eram tirinhas de carne com talos de cogumelos e umas coisas que tinham a aparência de quiabos inteiros e pimentões, na verdade eram muitas pimentas. Depois de comer, no meu prato sobraram dez pimentas inteiras. Isso mesmo tipo dedo de moça, cortadas nas duas pontas. Depois de um dia desses o melhor foi dormir.
"dói tanto que a alma fica querendo se esconder em baixo dos montinhos de gelo." Adorei!!
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