sábado, 14 de janeiro de 2012

Novosibirsk


Agora sim recuperamos mais uma hora, portanto estamos 9 horas à frente do Brasil.

Aqui o dia amanheceu perto das 9 horas e já estávamos na estrada. Fomos à cidade científica. Vamos entender isso melhor.

Nos anos 60, o governo russo (já soviéticos) trouxe para cá todos os seus grandes cientistas. Aqui ficava longe de tudo (principalmente da Europa. Criou uma “Cidade Universitária” com mais de 30 institutos de pesquisas. Criaram aqui um grande centro de pesquisa.

Foram construídos milhares de prédios, no padrão da época. Todos quadradinhos, sem adornos, com apartamentos de aproximadamente 40 m2

Solucionaram um grande problema de moradia, criaram uma cidade que com menos de 70 anos já tinha um milhão de habitantes. É uma cidade com ruas largas, metro, bondes e o caos criado pela neve e pelas leis de trânsito.

Com o fim do regime, acabaram as verbas para os institutos. Houve um caos na cidade e a evasão das cabeças pensantes para todos os lugares. Com o tempo, foram organizado e já recuperaram os trabalhos, com financiamento de muitas empresas capitalistas do mundo.

Fomos até o Museu de Mineralogia. Parece sina, sempre estou sendo aproximado dessas coisas de minérios. A mulher que nos recebeu conseguiu tornar um museu de mineralogia em uma visita muito interessante. Não ficou aquela coisa chata de ver um monte de pedrinhas.

Passamos pelo Museu de Ferrovias, uma grande exposição de máquinas e vagões, mas estava inacessível (pelo volume de neve).

Fomos visitar a cidade, praças e igrejas. É muito estranho ver as igrejas ortodoxas, além de bem menores, não tem bancos e tem lojinhas que ocupam boa parte do espaço.

Chegamos ao museu de trabalhos com Bétula (uma árvore típica da região, com cuja cortiça se faz muito artesanato. Tinham obras interessantes, principalmente por conhecer um pouco da mitologia eslava. Esses negócios de espíritos bons e maus, Deuses, amores e rancores, são os mesmos. Mudam os nomes e as histórias, mas a moral é sempre a mesma: as pessoas devem temer o mau e é muito difícil ser bom.

Por fim consegui ir ao mercado municipal. Sempre acho que o mercado é um bom retrato de um povo. Ele é lindo, arrumado e com cheiro de ervas. As mulheres vão fazer compras com suas capas e gorros de peles, como se fossem à recepção mais luxuosa do ocidente.

As estações de trem, são lindas mas não podemos fotografar. Já haviam me falado do cuidado que o governo tinha com as coisas públicas. As estações tem muito mármore lustres de cristal. Tudo com muito bom gosto. Tem lugares enormes para os passageiros esperarem sentados, o comércio é organizado e o povo usa mesmo o trem.

Fomos conhecer a praça central, onde estão as estátuas em homenagem à revolução de 1917. O teatro é muito grande, mas conhecemos só por fora.

Conseguimos trocar as passagens de trem para enfrentar as próximas trinta horas de viagem em uma cabina só para duas pessoas. Vamos nós.

PS - Já chegamos e passeamos em Yekaterinburg. Foi muito legal. vou escrever no tem amanhã. mas só vou postar dentro de dois dias. Amanhã cedo pegamos trem e temos trinta e poucas horas de estrada.

Beijão para todos. Mandem notícias.

Um comentário:

  1. vc me fez passar um filme antigo, saudoso, mas prazeirozo. Lembrar das viagens de meus pais, na época URSS, ver a irmã de papai que morava por lá. Viagens dificeis, autorizações especais, vigiados todo o tempo! Mas a host´ria que vc contou, fez parte da minha educação, pais russos!!! Que saudade e que alegria ler vc! Saudades de vc! Por aqui tudo joia, esperando sua volta. Bjs nos dois!!!

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