Nossa Senhora como Moscou é impressionante.
Chegamos cedo, a neve caia solta e a cidade era uma lama só.
O carro pequeno, o vidro escuro e mala que não cabia dentro.
Descobrimos que a cidade tem quase mil anos, quatro aeroportos, nove estações de trem, 180 estações de metro e mesmo assim o trânsito é intenso.
Uma guia que falava português, mas que foi criada no regime e entendia como tudo funcionava e funciona.
Depois de um café, passeamos pelas ruas e fomos até a Praça vermelha. A praça não se chama vermelha, nem pela cor dos prédios, nem pela bandeira comunista e muito menos pelo sangue derramado. É que na língua russa, antiga, vermelha era cor, mas “bonita” se falava do mesmo jeito. É muito bonito, mais do que isso, impressionante. Andamos o dia inteiro, num sobe e desse de carro, vimos um monastério maravilhoso, construções, pontes, colinas, etc.
Dados importantes, Napoleão chegou aqui, para proteger a população, a cidade foi evacuada e depois de tomada, foi incendiada para que não deixassem nada para os invasores. Quando Napoleão foi embora, reconstruíram a cidade em menos de dois anos.
Ao chegar no hotel, o que temia se concretizou. A mala que eu havia comprado na China, quebra e quase se desintegra. La vamos nós, caminhar como loucos, amassar muita lama, tomando muita neve na cara.
É muito divertido tentar se comunicar e não entender nada das respostas. O povo é muito solícito, tenta ajudar, mas chega a ser engraçado nossa incapacidade de entendimento.
Hoje fomos cedo ao Kremlin. Fomos de metrô, caminhamos um pouco e a neve caia solta, mais uma vez.
Existem vários Kremlins, pois significa Fortaleza. O de Moscou foi construído com ajuda de arquitetos italianos no Sec XVI, por Ivan, o temível. (fui seriamente corrigido, pois a tradução mais comum para o português é “Terrível” mas as pessoas tem adoração por ele e defendem que ele era “temível” e não terrível. Vale a informação de que, Czar só foi um nome cria pelo Ivan, para equiparar os Príncipes russos ao Imperadores da Europa, foi um nome inspirado para dizer que era equivalente a Cesar.
Os turistas podem andar por uma pequena parte da fortaleza. Na verdade fizemos um belo treinamento para interpretar e entender as igrejas ortodoxas.
O mais surpreendente foi fazer um passeio guiado pelas estações do metrô. Que me desculpem a expressão, mas “Puta que o pariu”, como são lindas. É um fenômeno de comunicação. Os governantes do regime soviético, disseram e criaram um substituto para as igrejas. Diziam que as estações tinham que ser os palácios do povo. São uma grande escola de estética, história e beleza. Só de pensar que o metrô aqui tem mais de 70 metros de profundidade e têm a função de servir como abrigo antibombas, todas construídas em mármore, com obras de arte e lustres de bronze e alabastro. São sempre três naves, duas laterais onde passam os trens e uma central onde se conta a história sempre linda e inspiradora de um povo. Só vendo as fotos.
Por fim fomos a um museu dos artistas do Sec. XX. Outro grande espanto. Ver a capacidade de criação e de submissão, tudo unido na ponta de um pincel.
Haja, emoção e ação em um único dia e lugar.
o comentário do outro dia vale para hoje!!! Só hoje que li tudo desde dia 14! Beijão
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