sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

China 2


Conseguimos dormir um pouco mais, o passeio mais tranqüilo, embora o frio permaneça cortando os pedacinhos de pele que encontra. Fomos até a praça da paz celestial, o que é um contra-senso para uma praça cercada de bandeiras vermelhas, sede do governo, onde está o corpo do Mao ter esse nome. Remeter ao Céu, um conceito tão cristão?

Entramos e atravessamos a cidade proibida. É um patrimônio que terminou de ser construído antes do descobrimento do Brasil. Vocês não imaginam o que uma olimpíada pode fazer pelo patrimônio de um povo. A cidade está muito bem restaurada. Nós somos atração turística à parte, não sei como descobrem que somos estrangeiros. Chegam a pedir para tirar fotos conosco. Acredito que é a barba que chama a atenção.

Fomos andar pela cidade fizemos compra de material de desenho. Uma gracinha de rua e os preços inacreditáveis. Caminhamos até o restaurante onde se faz o pato de Pequim. É enorme, são vários andares e o público é local mesmo, aliás vemos muito poucos turistas por aqui. O pato é lindo e vem num carrinho com um garçom especializado em cortar o pato. Servem tirinhas de cebola, molho escuro e uma panquecas, cabe a nós, fazer os pacotinhos misturando tudo isso com palitinhos.

Outra façanha aqui é se fazer entender, fomos comprar botas impermeáveis, andamos como loucos, entramos em todas as lojas e ninguém nos entendia. Pior de tudo é que descobrimos que os paletós comprados no dia anterior não seriam suficiente para o frio que nos esperava. Tivemos que comprar outro, agora impermeáveis e estofados com plumas.

Á noite foi outra loucura. Entramos em três taxis (olha que não é fácil conseguir um taxi no final do dia) mostrávamos o mapa com o endereço, o ingresso do teatro que tinha o logo do hotel e os motoristas expressavam que não sabiam ir. Eles não fazem a menor questão de tentar entender. Precisamos pedir ao mensageiro do hotel para explicar o endereço.

A ópera é linda, são quatro trechos, com legendas em inglês (muito difícil de entender). Depois de quase duas horas, a gente cansa um pouco, mas vale muito a pena.

Um comentário:

  1. "Remeter ao Céu, um conceito tão cristão?" Realmente há de se pensar.... Adoro ópera, mas, nunca pensei que gostasse!

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