domingo, 11 de janeiro de 2015

Dura vida de estudante

A estranha experiência de fazer coisas de jovem depois de velho.
Essas coisas de ir estudar em outro país eu devia ter feito na juventude, morar em alojamentos e se virar sem nenhuma informação.
Sai cedo de Ávila, com certa dor no coração e a informaçãoo de que era meu último dia de férias. Amanhã estou na Universidade e vou reviver a experiência de ter aulas, horários, provas, professores, etc.
Cheguei em Salmanca mais cedo do que o previsto, pois tinha que devolver o carro na locadora. Dai o primeiro impasse, a locadora está fechada aos domingos, sem problema devolvo amanhã a tarde.
Vamos procurar o apartamento.  Foi difícil, pois o GPS mandava atravessar uma ponte que estava interditada, depois ele não recalculava a rota por outro rumo, sempre mandando voltar para a ponte. Depois de teimar várias vezes e atravessar outras pontes, consegui achar o endereço mas não lugar para parar.
Parei longe, e como era cedo para pegar a chave e cedo para comer comecei a andar pela cidade e comecei a sentir o gostinho de uma grande cidade universitária e tradicional.
Achei a Filmoteca de Salamanca com duas exposições: uma de foto Ïmaginenes al passar el umbral – La filmoteca en su entorno” e outra ärticulos para fascinar”com toda a história e equipamentos de fotografia e do cinema.
Pude ver um filme “recreaçión de una velada fantástica de linterna mágica” uma delícia voltar no tempo das imagens sem movimento através da lanternas.
Em estado de graça encontrei uma casa de ”cañas i otras” aquele jeito espanhol de comer e beber, delicioso e descontraído, uma viagem de sabores, pão delicioso, cerveja bem tirada.
Fui ao endereço que estava marcado. A mulher abriu a porta do apartamento e me entregou uma pasta. Me mostrou o endereço: Traviesa 8, 1A. Peguntei onde era, ela disse que dentro da pasta tinha um mapa e eu devia pesquisar porque ela também não sabia.
O GPS informava que nesse endereço não entrava carros. E ninguém conhecia uma rua chamada simplesmente travessa. Resolvi procurar pelo endereço da escola e vinha a mesma informação. Pois bem, vim até o centro histórico, com igrejas e catedrais impressionantes vi onde não podia mais entrar carro, encontrei um estacionamento e o cara me ajudou.  Lá fui eu atravessar o centro da cidade com malas, computador, equipamento de fotografia, etc.
Achei o prédio e acho que vou ficar a um quarteirão da Escola, no centro histórico.
Novas aventuras,  descobrir como ligar as coisas, abrir apartamento para ventilar, sair para fazer compras num domingo à tarde, achar supermercado, padaria, farmácia etc.
Aprender como ligar calefação, geladeira, máquina de lavar, essas de quem vai morar essa semana sem nenhuma estrutura. Não se acha mais café solúvel, só saches para máquinas. Não tem sabão em pó pequeno, eu não conheço as marcas de nada. Mas já está tudo ok.  O importante eu consegui comprar – Vinho, água, pão, presunto, ovo sabonete e sabão em pó.
Mais um problema, ainda não sei se vou ter Wi-Fi no apartamento, em todo caso vou acessar diariamente de algum bar e posto notícias, vejo e mail, etc.

Ah que vontade de sair andando e tirando fotos em vez de ser dono de casa....

Agora estou em uma taberna na esquina de casa, acho que vou ter que vir muito aqui para ter contato com vocês.

3 comentários:

  1. Leve a sério a escola o suficiente para se divertir muito!! Bjs

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  2. nossa...que sufoco!!!!!que duro ser aluno ne?

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  3. que máximo esta experiência de ter experiências de jovem, adorei!!!!

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