sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Universidade e Catedral de Salamanca

Ontem sai para jantar com alguns estudantes ( sua maioria turcos). Eu havia ido ao bar ontem com eles e havíamos combinado esse jantar. Tudo muito bom, até que no meio da conversa, um deles comenta:_"Ela que teve sorte, no grupo dela não tem nenhum velho".
Só me restava perguntar porque e eles disseram que os velhos atrapalham, são lentos para aprender... Acho que nessas horas a gente só pode ficar quieto e pensar se estamos atrapalhando tanto assim aos jovens. Por sorte nenhum deles estava na minha turma, e estavam e turmas anteriores. Mas fiquei pensando em como os dois jovens de 19 anos da minha sala estavam vendo a minha participação. Hoje na primeira aula os dois faltaram, claro que me senti culpado por sua baixa motivação. Mas... 
Sexta feira costuma ser um dia esperado, ao contrário, eu temia esse dia. Já me despedi dos professores e colegas de turma das classes de gramática. Foi muito bom ter decidido e enfrentado esse desafio. Não se pode avaliar avanços na língua em apenas uma semana, mas se pode saber melhor de nossas dúvidas e dificuldades. 
Depois das aulas sai caminhando e encantado pelas esculturas em pedras nas fachadas dos prédios.
 Decidi subir a torre da Catedral. Respirei muito e começo a enfrentar degraus que me levam para 110 metros acima na torre e alguns centímetros na consciência. Existem salões e exposições intermediárias que permitem uma respirada. No começo os corredores e escadas apertadas quase me fazem desistir, mas teimei.

Pensar que estou dentro de uma estrutura com mais de 900 anos. a gente se põe a não conseguir imaginar quantas pessoas já subiram esses degraus para que eles estejam assim desgastados. Agente passa pela masmorra, pela morada do carcereiro, sala da torre e chega na sala da abóboda. 
Descobri para que servem as torres. Vejam se não estou certo, elas são construídas para colocar os sinos e os relógios, não é. Os sinos servem para chamar os fiéis e os relógios servem para deixar o tempo fora. É isso mesmo o tempo cronológico corre lá fora e e registrado a cada minuto, ou melhor, era pois as pessoas agora olham em seus celulares e não nos relógios da Igreja. Mas dentro da torre não existe tempo. Estou em 1.020 e em 2.015. Estou no não tempo do lugar que marca o tempo.
Em certa altura da subida, a gente tem que sair da torre e andar ao lado do telhado da Catedral, entrar por uma portinha lateral da Catedral nova. Andar pelos terracinhos internos superiores da Catedral. Senti grande frio na barriga e no saco, Será que estou ficando com medo de altura? 
Do outro lado sai em um terraço e se volta para a torre. Muito legal e nem tão cansativo assim.
Depois de um pinchos para enganar a fome, fui para a Universidade de Salamanca.
Uma das maiores universidade d o mundo e uma das mais famosas e das mais antigas. 800 anos de educação. Uma viagem no tempo e no imaginário. Salas de Direito Canônico, Direito Civil, Medicina, Astrologia, etc. Quase tudo como se fosse um templo. Uma biblioteca acolhedora, uma lojinha tentadora.
Caminhadas, pinchos, cerveja, vinho, conversas, histórias, imaginação. 
Agora preparo o blog antes de ir para a aula de Cultura. 
Amanhã vou tentar ir mais cedo para algum lugar, pois não formou um grupo para poder ir a Alpes de Francia.

Um comentário:

  1. Eu estive em MontSerrat bem pertinho da França, mas não recomendaram ir além. Pena que vc não foi, mas da próxima..... bjs

    ResponderExcluir