sábado, 10 de janeiro de 2015

Avila - Um dia de caminhadas e meditação

Acordei cedo, com longa preguiça de um sábado que lento e de final de férias. Desci para o café aquando sai, o porteiro do hotel disse, aqui as coisas só abrem depois das 10. Mesmo assim fui caminhar e ver o amanhecer dourado sobre uma camada fina de gelo da noite. Uma longa caminhada ao lado da muralha pra ver o quanto é longa e bem feita.
 Atravessei a cidade para chegar até o monastério onde Santa Teresa foi reclusa por 30 anos, e onde conheceu São Luis. Os dois foram os grandes questionadores da igreja e das reformas sobre a forma de orar e de acreditar na presença de Deus. Tudo ainda fechado, mas quando abriu, pude entrar no museu, sozinho, com as portas fechando atras de mim e ficar andando pelas clausuras no mais absoluto silêncio. Uma experiência impar, ir lendo e imaginando a vida dentro dessa realidade, com objetos presente.
 Saindo do museu fui ver a igreja onde ela teve a transverberação. Queria muito estar em silêncio, rezando e imaginando, quando uma senhora veio falar comigo. Me perguntou se eu conhecia a história (claro que passei a noite vendo os filmes sobre ela) e eu disse que sim. Ela então me convidou para ir junto com ela. Ela me levou na cela onde morou e escreveu seu primeiro livro;
 Depois de longa caminhada até à cidade muralhada, fui até a igreja que estava fechada ontem. Consegui entrar e ver uma capela que foi construída no lugar onde ela nasceu.
 Depois de tudo isso, ainda tinha disposição e energia para caminhar e pensar. Subi nas muralhas e dei a volta na cidade (quase dois km acessíveis aos caminhantes. Lindo, sólido e inspirados.
 Lindo dia de reflexão. Amanhã viajo de novo e vou começar meu curso.

Um comentário:

  1. olhar lugares onde as pessoas tinham sua vida deve ser emocionante, sem pensar nelas apenas como Santas ou estátuas!
    Que vc tenha um lindo começo de curso!
    bjs

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