Ontem esqueci de comentar que aqui foi muito comentado que era a Blue monday. O dia mais triste do ano, porque estatisticamente tem o maior número de suicidios. é um dia crítico porque as pessoas descobre que não vão conseguir cumprir seus planos de ano novo e descobre que perderam o controle nas festas. Não sei se estes estudos englobam o Brasil, acho que não pois temos até o carnaval para começar e temos o resto do ano para nos perdoar.
Cheguei cedo na escola e descobri que meu vício paulistano de ter medo de imprevisto vai continuar definindo meu comportamento. Preciso acreditar que vou levar de 32 a 36 minutos no metro e não tem erro.
Fui tomar café em uma cafeteira americana famosa e levei uma super bronca de meu professor, porque existem muitas outras alternativas e maneiras espanholas de começar o dia. Ele tem razão mas o papo rendeu bastante para conversar sobre hábitos e valores madrilenos.
Que surpresa, Helena, minha colega russa fez comezinhas russas e levou para o grupo. Chega o Chines de muito bom humor e o gaúcho. Os outro dois alunos faltaram hoje.
Depois da primeira aula nenhum de nós saiu no intervalo e seguimos conversando, claro que eu querendo entender um pouco sobre a china depois de minha experiência com os alunos de Salamanca.
Quando a professora da segunda classe chegou, nós estávamos muito envolvidos em uma conversa sobre Russia e Ucrânia. A um certo momento a professora teve que falar "-Holla, yo estoy aqui.", o clima estava oportuno, ela pediu que abríssemos o livro na pagina 60 e o tema era fatos históricos. Ela habilmente pediu para que contássemos fatos nossos ou de nossas família em fatos históricos.
Meus amigos, Helena começou contando as aventuras de sua avó durante as guerras e sua experiência com a nova russia, após queda da cortina. Ela se julga livre de tudo porque as coisas aconteceram quando ela tinha 4 anos e considera que Moscou já superou tudo e se incluiu no mundo...
Quando "I", sim é assim que chamamos meu colega chinês. Falou que não queria falar porque era difícil e não está tranquilo para emitir opiniões sobre governo e história, sua respiração ficou ofegante, seus olhos piscavam forte e constante, quase como um vício. Ele falou mais de meia hora. Desde as histórias de sua avó que se sujava para ficar feia e não ser estuprada pelos japoneses, até o comercio de maçãs na fronteira com a Russia. Foi das coisas mais bonitas que já vi, uma pessoa experimentar falar de sua história sem medo, sem saber e sem saber que isso era tão forte e traumático. Ele manifestou sua tristeza e inconformismo com os russos, ao lado de uma Russa que ouvia surpresa o seus compatriotas "fora de Moscou" faziam. As diferenças de percepção de tempo, um falando de passado e outro falando de presente.
Ver neles o que eu sempre havia sentido, a diferença do comunismo russo e do chinês. Um tempo precioso principalmente pelo que seguiu. I começou a participar muito mais da aula, eu só tive que interromper para agradecer a ele o que fez e confirmar que havia sido compreendido e respeitado. Ele parou de piscar e voltou à sua respiração normal. Não sei se vou aprender espanhol, mas vou guardar essas vivências como base pra muitas outras coisas e opiniões.
fui caminhar muito e ver os antigos bairros boêmios e de prostituição de Madrid. Gostei muito de ver a rehurbanização e o acesso aos turistas de agora. Entretanto esqueci as baterias da máquina e fiquei quase sem fotos do dia.
Cheguei cedo na escola e descobri que meu vício paulistano de ter medo de imprevisto vai continuar definindo meu comportamento. Preciso acreditar que vou levar de 32 a 36 minutos no metro e não tem erro.
Fui tomar café em uma cafeteira americana famosa e levei uma super bronca de meu professor, porque existem muitas outras alternativas e maneiras espanholas de começar o dia. Ele tem razão mas o papo rendeu bastante para conversar sobre hábitos e valores madrilenos.
Que surpresa, Helena, minha colega russa fez comezinhas russas e levou para o grupo. Chega o Chines de muito bom humor e o gaúcho. Os outro dois alunos faltaram hoje.
Depois da primeira aula nenhum de nós saiu no intervalo e seguimos conversando, claro que eu querendo entender um pouco sobre a china depois de minha experiência com os alunos de Salamanca.
Quando a professora da segunda classe chegou, nós estávamos muito envolvidos em uma conversa sobre Russia e Ucrânia. A um certo momento a professora teve que falar "-Holla, yo estoy aqui.", o clima estava oportuno, ela pediu que abríssemos o livro na pagina 60 e o tema era fatos históricos. Ela habilmente pediu para que contássemos fatos nossos ou de nossas família em fatos históricos.
Meus amigos, Helena começou contando as aventuras de sua avó durante as guerras e sua experiência com a nova russia, após queda da cortina. Ela se julga livre de tudo porque as coisas aconteceram quando ela tinha 4 anos e considera que Moscou já superou tudo e se incluiu no mundo...
Quando "I", sim é assim que chamamos meu colega chinês. Falou que não queria falar porque era difícil e não está tranquilo para emitir opiniões sobre governo e história, sua respiração ficou ofegante, seus olhos piscavam forte e constante, quase como um vício. Ele falou mais de meia hora. Desde as histórias de sua avó que se sujava para ficar feia e não ser estuprada pelos japoneses, até o comercio de maçãs na fronteira com a Russia. Foi das coisas mais bonitas que já vi, uma pessoa experimentar falar de sua história sem medo, sem saber e sem saber que isso era tão forte e traumático. Ele manifestou sua tristeza e inconformismo com os russos, ao lado de uma Russa que ouvia surpresa o seus compatriotas "fora de Moscou" faziam. As diferenças de percepção de tempo, um falando de passado e outro falando de presente.
Ver neles o que eu sempre havia sentido, a diferença do comunismo russo e do chinês. Um tempo precioso principalmente pelo que seguiu. I começou a participar muito mais da aula, eu só tive que interromper para agradecer a ele o que fez e confirmar que havia sido compreendido e respeitado. Ele parou de piscar e voltou à sua respiração normal. Não sei se vou aprender espanhol, mas vou guardar essas vivências como base pra muitas outras coisas e opiniões.
fui caminhar muito e ver os antigos bairros boêmios e de prostituição de Madrid. Gostei muito de ver a rehurbanização e o acesso aos turistas de agora. Entretanto esqueci as baterias da máquina e fiquei quase sem fotos do dia.

Que momento lindo e raro, esse do chinês e da russa, e as diferentes visões e posturas. Um, fechado, com medo de falar e a outra, aberta, levando comidinhas e alegria. Vivência única, meu irmão. Parabéns!
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