Hoje foi o dia que saí da bolha de proteção dos aeroportos e
hotéis. Log cedo fui caminhar na praia e descobri a vestimenta adequada.
Preparem seus modelitos caso queiram vir para essa parte do mundo.
Fui para a Cidade de Pedra ou Mji Mkongwe, em
suaíli significa "Cidade antiga", é a parte mas antiga da cidade de
Zanzibar (ou Unguza Mjini). O centro antigo é construído em grande parte sobre
uma área aterrada, que ainda solta um cheiro de maresia muito forte. na costa
oeste da ilha. A parte mais antiga do centro consiste de um aglomerado de becos
estreitos lojas e eventuais tempos. Aqui as Mesquitas e igrejas precisam ter a
mesma altura entre suas torres e minaretes.
Comecei indo conhecer um lugar onde os escravos ficavam
guardados antes de serem comercializados. Aqui era o lugar onde vinham buscar
os escravos presos no continente. Estamos no caminho das Índias, aqui se
produzia o cravo e outros conservantes. Os indianos, árabes e ingleses
disputaram essas terras com os portugueses. Até Vasco da Gama frequentava essas
paragens.
Voltando aos escravos, essa foto é do lugar onde ficavam as
mulheres e as crianças. Um horror... imaginem cerca de trinta pessoas presas
nesse espaço sem comida, sem banheiro e sem piedade.
Em seguida fui à igreja anglicana. Igreja Anglicana depois
de 1884, quando foi proibida venda de escravos, na verdade era aqui se faziam
os leilões. Os escravos eram açoitados, caso não chorassem, seu valor aumentava
muito. Em sua homenagem, colocaram um pledaço de mármore vermelho no altar,
para lembra seu sangue.
Os palácios e mansões árabes ao longo das ruas sinuosas dão mostras
de uma época grandiosa da cidade portuária na costa oeste de Zanzibar.
O antigo forte, construído como defesa contra os portugueses
no século XVIII, agora abriga apresentações locais, um café e uma galeria de
arte.
Os mercados abarrotados contribuem para uma atmosfera de
agitação contínua.
A arquitetura suahili incorpora elementos dos estilos árabe,
persa, indiana, europeia e africana. As casas árabes são notáveis porque têm
uma larga e adornada porta de madeira com pinos de metal para proteger dos
elefantes.
O lugar foi ocupado três séculos com casas construídas de
pedra até 1830.
Há uma construção formidável, mas abandonada é o
Beit-El-Ajaib ou Casa das Maravilhas, que foi construído pelo Sultão Seyyid
Barghash como um grande palácio para propósitos cerimoniais. Em sua outra casa,
agora há um museu.
Fora isso o resto do dia foi uma grande caminhada pela
praia, muita água e a expectativa para navegar amanhã.

que coisa triste essa dos escravos...é diferente ver aí da terra deles mesmo, né?o que se come aí?
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