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domingo, 22 de dezembro de 2013

Zanzibar - Festa Massai

Ontem, já meio melancólico pelo fim da estada em Zanzibar, depois de falar com o Brasil e ver minhas netas pelo Skipe e a saudade aumentar ainda mais, depois do jantar e minha despedida dos frutos do Oceano Índico,  já estava me recolhendo quando escutei uns gritos.
Procurei e logo encontrei uma cerimônia/Show/ritual, sei lá o que dos Massai.
Muitos deles trabalham de segurança no hotel em que eu estava. Sempre vinham tentar conversar comigo. Um deles saiu comigo todos os dias que fui caminhar na praia, ia ao meu lado e conversávamos bastante (sei lá como ou em que língua). Ele me contou que os traficantes abordam os turistas, vendem maconha e depois denunciam para a policia. A policia cobra caro e depois racha a receita com os traficantes. . . . . sem comentários.
O que valeu foi estar nessa roda. Eu estava sem a minha máquina, mas fiz um filme e fotos com o celular. Parece estranho assistir, mas o som e a energia vai tomando conta da gente. É quase um transe, fiquei inebriado e agradecido por poder estar vendo essa energia, primitiva e conservada por jovens que vivem fora de suas tribos.
Fico imaginando até quanto um joelho desse agüenta. Pior ainda é que fazem impulso só com os pés.

Curtam um pouco:


Pena mas o vídeo não abre aqui.
Hoje, foi dia de arrumar mala, caminhar na praia, aeroportos, aviões, etc. tenho que dormir rápido, poia amanhã levanto às 3:20 para outra viagem.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Zanzibar - Tartarugas e Mergulho

Tem dia que parece que está mais. A água parece que está mais transparente, a areia parece que está mais branca, o sol parece que está mais quente, o tempo parece que está mais lento, acho que estou mais em férias. Embora não pareça essa parada inicial já está quase acabando.
Sai cedo e fui para o porto da cidade, outra vez atravessar a ilha e sacar um pouco mais. Os nativos daqui, tendem a ser mais baixinhos enquanto os Massai (que vem de tribos da Tanzânia) são mais altos e magros. As mulheres daqui (quase 100%) usam véus (dizem que até as cristãs) enquanto as Massai raspam a cabeça. O povo dos dois locais tentam ser muito hospitaleiros, puxam conversa e quando descobrem que sou brasileiro, exclamam: Rivaldo!...depois falam de Neymar, Ronaldo e Roberto Carlos, pois é parece que Pelé já não é referencia.  
No Porto, peguei um barco e atravessei até a ilha que servia de presídio e de quarentena contra o cólera. A viagem em mar bem forte e bem limpo. A Ilha é um paraíso. Se um dia eu tiver que ser preso, podem colocar esse mar em volta.
No caminho para ver o presídio passei para conhecer minhas amigas tartarugas, eles tem mais de 300 kg e mais de 150 anos. São bem pacíficas, embora uma delas tenha mordido o dedo de uma menininha (acho que estava irritada com o barulho dos italianos). 
 Depois de um tempo passeando, escutei gritos mais fortes do que jumentos em orgasmo. Era uma transadinha básica. O bicho berra muito alto.


 O melhor ainda estava por vir, fui fazer mergulho livre. Olha que em 20 anos de mergulho, nunca vi uma visibilidade dessa, uma variedade de peixes e vidas nesse coral. Não precisa mergulhar, basta uma máscara e um snorkell. Um espetáculo espetacular maravilhoso mas é difícil descrever.







Obs. Ontem eu esqueci de contar. Enquanto esperava os golfinhos aparecerem, tive a oportunidade de ver, por duas vezes, o voo de peixe voador. Em cardumes, ou em bandos? É muito rápido e impressionante. Me senti um Pi. Mas os que vi eram poucos e voavam baixinho por pouca distância.