Se
alguém, algum dia em um momento decidir visitar a Etiópia, é bom preparar o
espírito. É uma realidade muito dura, uma história encantadora, monumentos
muito interessantes e muito bem cuidados. Os hotéis tem muita simplicidade e
muitas deficiências, a comida e os cardápios são complicados. Mas o difícil foi
a agencia de viagens, complicados e incapazes. A estrutura é tão precária que
não tem nem computadores em alguns aeroportos. Ainda bem que posso contar com o
apoio do Sérgio (meu agente no Brasil)
Axum
é uma surpresa, não só para a gente, mas também para os arqueólogos.
Aqui
surgiu o primeiro imperador, há 3.000 anos atrás. A rainha de Sabá e
Axum é a cidade mais antiga da Etiópia e capital
da Igreja Ortodoxa Etíope. É considerada a cidade mais sagrada e lugar de
peregrinação.
Fui ver o parque das estrelas, são obeliscos
enormes (chegam a 33 metros), todos entalhados. Ninguém sabe como essas pedras
vieram parar aqui. Foram feitas antes do sec III, pois no sec IV, quando o
cristianismo chegou aqui, uma delas (a maior) foi derrubada. Há 9 anos um
arqueólogo descobriu que em baixo do obelisco tinham tumbas para os
imperadores. Usavam pedras e tijolos. Claro que eu entrei lá.
Ao lado tem um museu arqueológico, pequeno mas
com coisas muito interessantes.
Enfrentei estradas poeirentas e cheias de pedras.
Passei pela piscina da Rainha de Sabá (mais de
100m).
Vi um monolito igualzinho ao do 2.001, todo grafado em 3 línguas. Ele foi achado por agricultores faz pouco tempo.
Vi um monolito igualzinho ao do 2.001, todo grafado em 3 línguas. Ele foi achado por agricultores faz pouco tempo.
Tive a oportunidade ímpar de me
sentir um arqueólogo, fui até um campo de pesquisa e pude visitor a Tumba dos
Reies Kaleb y Gebre Meskel (sec IV). As pequisas ainda estão bem no princípio,
vão descobrir muita coisa ainda.
Fui visitar o castelo da rainha
de Sabá. Porém agora descobriram que esse castelo que havia sido descoberto há
20 anos já é de construção posterior a Cristo, na verdade há outro castelo em
baixo dessa ruina.
Terminei o dia visitando a
Igreja de Santa Maria de Sión – a primeira igreja da África. Em sua arca está
guardada a arca da eterna aliança. Presnte de Salomão ao seu filho com Sabá.
Tem um museu com um acervo impressionante, porém apresentado de forma primária,
em armários de vídro e madeira. Tem a coroa de todos os reis desses 3.000 anos,
objetos e roupas. Uma pena. Precisava de um bom trabalho.
fala a verdade: os arquitetos daqui tinham uma rede virtual pela internet. eles conversavam, com os Incas, os Gregos, egípcios, fenícios e muitos mais.

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