sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Axum


Se alguém, algum dia em um momento decidir visitar a Etiópia, é bom preparar o espírito. É uma realidade muito dura, uma história encantadora, monumentos muito interessantes e muito bem cuidados. Os hotéis tem muita simplicidade e muitas deficiências, a comida e os cardápios são complicados. Mas o difícil foi a agencia de viagens, complicados e incapazes. A estrutura é tão precária que não tem nem computadores em alguns aeroportos. Ainda bem que posso contar com o apoio do Sérgio (meu agente no Brasil)
Axum é uma surpresa, não só para a gente, mas também para os arqueólogos.
Aqui surgiu o primeiro imperador, há 3.000 anos atrás. A rainha de Sabá e
Axum é a cidade mais antiga da Etiópia e capital da Igreja Ortodoxa Etíope. É considerada a cidade mais sagrada e lugar de peregrinação.
Fui ver o parque das estrelas, são obeliscos enormes (chegam a 33 metros), todos entalhados. Ninguém sabe como essas pedras vieram parar aqui. Foram feitas antes do sec III, pois no sec IV, quando o cristianismo chegou aqui, uma delas (a maior) foi derrubada. Há 9 anos um arqueólogo descobriu que em baixo do obelisco tinham tumbas para os imperadores. Usavam pedras e tijolos. Claro que eu entrei lá.

Ao lado tem um museu arqueológico, pequeno mas com coisas muito interessantes.
Enfrentei estradas poeirentas e cheias de pedras. Passei pela piscina da Rainha de Sabá (mais de 100m). 

Vi um monolito igualzinho ao do 2.001, todo grafado em 3 línguas. Ele foi achado por agricultores faz pouco tempo.



Tive a oportunidade ímpar de me sentir um arqueólogo, fui até um campo de pesquisa e pude visitor a Tumba dos Reies Kaleb y Gebre Meskel (sec IV). As pequisas ainda estão bem no princípio, vão descobrir muita coisa ainda.

Fui visitar o castelo da rainha de Sabá. Porém agora descobriram que esse castelo que havia sido descoberto há 20 anos já é de construção posterior a Cristo, na verdade há outro castelo em baixo dessa ruina.

Terminei o dia visitando a Igreja de Santa Maria de Sión – a primeira igreja da África. Em sua arca está guardada a arca da eterna aliança. Presnte de Salomão ao seu filho com Sabá. Tem um museu com um acervo impressionante, porém apresentado de forma primária, em armários de vídro e madeira. Tem a coroa de todos os reis desses 3.000 anos, objetos e roupas. Uma pena. Precisava de um bom trabalho.

fala a verdade: os arquitetos daqui tinham uma rede virtual pela internet. eles conversavam, com os Incas, os Gregos, egípcios, fenícios e muitos mais. 

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