Acordar às 5 da madruga, não se encontra nada para comer,
mas não tem importância. Às 6 já estava na estrada. Hoje uma estrada diferente,
em vez de atravessar a ilha (leste/oeste – 36 km), hoje vou até o sul da ilha.
Cerca de 50 km, como sempre uma estrada sem sinalização, com casinhas pobres
muito simples, pessoas paradas na estrada, calmas e coloridas. No acostamento, estendem lonas e enchem de cravos para que sequem.
Pegamos uma canoa com motor de popa. E fomos mar adentro. A
água transparente. Um verde que assusta e que a gente não se acostuma. Muitos
tons de azul. Mais de uma hora depois, um mar azul profundo. Ondas grandes e um
balaço que nem vou descrever, pois alguém pode ficar mareado.
Já estávamos desistindo, quando surgem alguns golfinhos. O
canoeiro gritou - Go!
E eu fui, me lancei ao mar. Me surpreendi com essa
experiência muito louca estar próximo desses animais no meio do mar.
Outros barcos se aproximam e alguns turistas também se jogaram.
Depois é um tal de subir no barco e procurar outros lugares.
Voltei arrebentado. Acho que a madrugada e a adrenalina
deram um sono incontrolável.
Estou comendo frutos do mar até não poder, caminhado muito e
curtido esse mundo tão diferente. Humano e sereno.
Estou com um medo danado desse sol. Faz tempo que não fico
assim exposto, mas até agora nada de grandes queimaduras. Apenas uma,
pequenininha, na mão, uma agua viva linda, azul brilhante, cor de neon, mas
arde demais. Já passou.
OBS: Devido aos e-mails recebidos. Vale o comentário. O
clima dentro do porão onde os escravos ficavam presos é mesmo angustiante. Dá
mal estar e uma vontade louca de sair de lá. Depois de mim, um grupo de
turistas ingleses entrou. As pessoas saiam passando mal, se abanando. Não sei
existe esse tal de carma para uma raça, mas esses ingleses sentiram um pouco da
culpa de sua história.
Nenhum comentário:
Postar um comentário