terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Reikjavik - entrada para o centro da terra (ou saída)

O passeio estava marcado para 8 horas, mas eles pedem para chegar com 45 minutos de antecedência. Portanto precisamos acordar às 6:00, vestir tudo o que era possível, sair patinando pela cidade escorregadia. (ah! Vale contar que ontem o Francisco levou seu primeiro tombo na neve. Mas está tudo bem)

Um motorista, dono, guia extremamente simpático, recolheu todos os turistas e saiu pela estrada. É muito estranho, já passava das nove horas e tudo ainda muito escuro. O vento soprava aquela neve fresca que tanto caiu ontem, formava um lençol de fumaça branca pela estrada.

Passava das 10 horas e os raios alaranjados surgiam no horizonte. Um frio doido, ou melhor o vento pegava na pele e doía, estava cerca de -9, mas a sensação era muito forte.
Aqui existem muitos cavalos soltos, são pequeninos e muito bonitos e animados.


Paramos em cachoeiras muito lindas, mas cada vez mais o frio e vento estavam assustadores.


Já passava do meio dia quando nasceu o sol e chegamos aos Gêisers. É muito assustador estar diante dessa realidade. Bem dizia Júlio Verne que aqui era o lugar ideal para chegar ao centro da terra.
As pequenas poças de água, começam a ferver e repentinamente soltam um jato que chega a mais de 18 metros de altura. São explosões de bolhas que soltam água a mais de 80 graus.

É uma mistura de susto, prazer, surpresa, etc.

Isso aqui é tudo que nosso imaginário conseguiu construir a partir de tudo que é fantástico e histórico.


Por fim chegamos a um lugar assustador, a ilha manifesta no solo o que acontece no planeta, a gente pode ver e caminhar entre as duas placas tectônicas. De um lado a América e do outro a Europa.

É difícil realizar isso na cabeça, mas é delicioso.

Antes das 16 horas já anoitecia, voltamos para Reykjavík, carregamos baterias, vestimos mais roupas e já compramos o passeio para tentar ver a Aurora Boreal.
Devemos sair às 21 horas e voltar depois da duas da madrugada, portanto, essas informações, só amanha, depois que conseguirmos sair.


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