O passeio estava
marcado para 8 horas, mas eles pedem para chegar com 45 minutos de
antecedência. Portanto precisamos acordar às 6:00, vestir tudo o que era
possível, sair patinando pela cidade escorregadia. (ah! Vale contar que ontem o
Francisco levou seu primeiro tombo na neve. Mas está tudo bem)
Um motorista,
dono, guia extremamente simpático, recolheu todos os turistas e saiu pela
estrada. É muito estranho, já passava das nove horas e tudo ainda muito escuro.
O vento soprava aquela neve fresca que tanto caiu ontem, formava um lençol de
fumaça branca pela estrada.
Passava das 10
horas e os raios alaranjados surgiam no horizonte. Um frio doido, ou melhor o
vento pegava na pele e doía, estava cerca de -9, mas a sensação era muito
forte.
Aqui existem muitos
cavalos soltos, são pequeninos e muito bonitos e animados.
Paramos em
cachoeiras muito lindas, mas cada vez mais o frio e vento estavam assustadores.
Já passava do meio
dia quando nasceu o sol e chegamos aos Gêisers. É muito assustador estar diante
dessa realidade. Bem dizia Júlio Verne que aqui era o lugar ideal para chegar
ao centro da terra.
As pequenas poças
de água, começam a ferver e repentinamente soltam um jato que chega a mais de
18 metros de altura. São explosões de bolhas que soltam água a mais de 80
graus.
É uma mistura de
susto, prazer, surpresa, etc.
Isso aqui é tudo
que nosso imaginário conseguiu construir a partir de tudo que é fantástico e
histórico.
Por fim chegamos a
um lugar assustador, a ilha manifesta no solo o que acontece no planeta, a
gente pode ver e caminhar entre as duas placas tectônicas. De um lado a América
e do outro a Europa.
É difícil realizar
isso na cabeça, mas é delicioso.
Antes das 16 horas
já anoitecia, voltamos para Reykjavík, carregamos baterias, vestimos mais
roupas e já compramos o passeio para tentar ver a Aurora Boreal.
Devemos sair às 21
horas e voltar depois da duas da madrugada, portanto, essas informações, só
amanha, depois que conseguirmos sair.










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