Ontem foi um dia
para compensar a não ida para Philippos.
Começamos indo até
a lavanderia para aproveitar que os preços aqui são menores. Tudo fechado, até
que me lembrei que estávamos na véspera do Natal Ortodoxo. Quando perguntamos,
descobrimos que o grande feriado aqui é o dia 06 de janeiro porque é dia da Epifania.
No Brasil chamamos
dia de Reis, mas na verdade é Epifania, dia de celebrar o encontro.
Com isso, as ruas
estavam desertas, os trens vazios e tomamos o trem para Corinthos.
Chegando lá
contratamos um motorista para nos levar para ver os pontos históricos, porque
lá não tem transporte e é tudo afastado.
Um pouco de
história: Cidade surgiu na Era Neolítica, 6.000 a.C. Dizem que fundada por Corintos
(filho de Zeus).
A cidade foi
importante e autônoma e se desenvolveu por fabricar os famosos vasos gregos e
seus portos.
Na Acrópole havia
o templo de Afrodite (Deusa do Amor) com mil sacerdotisas que vendiam seus
corpos para conseguir sua liberdade. Ficou conhecida como a cidade da luxúria.
Conquistada pelos
persas,
Lá ocorreu a
guerra do Peloponeso quase 400 anos antes de Cristo. Conflito entre Esparta e a
coalisão entre Tebas, Atenas, Corinto e Argos (parece que a Pérsia tinha um
dedinho nisso).
Destruída pelos
romanos que mataram os homens e venderam as mulheres como escravas.
Reconstruida por
Julio César, tornou-se capital da província romana.
Destruida por
terremoto em 375
Saqueada pelos bárbaros
em 395 e 856
Depois os
normandos, Latinos, Franceses, Império Bizantinosm Otomanos, Venezianos
Começamos pelo
Canal.
A primeira
impressão era de um canal comum, um rio tranquilo, mas curioso porque foi
escavado na época da guerra, no fundo do golfo de Corinto. Construído no ano de
67 por ordem de Nero (imperador Romano) – os escravos cavaram com pás.
Para evitar os 400
km necessários para contornar o Peloponeso em 1881 completaram o canal com
apenas 21 metros de largura e 6,3 km de
cumprimento e permite a passagem de cargueiros internacionais.
Saímos de lá e
fomos observar o canal por cima. Imaginem o frio na barriga, pois quando passa
um caminhão a ponte balança. Hoje essa ponte é usada para pular de Bungee
jumping.
Na estrada para a
Acrópole (cidade alta, onde estão os tempos, pois os Deuses habitam os lugares
altos) A conversa foi muito interessante.
Primeiro
descobrimos que eles não gostam de ser chamados de gregos. Grego significa
escravo, nome dado pelos romanos e conservado pelos otomanos. Eles são Helenos.
Claro que ainda se
consideram o centro do interesse do mundo e sentem-se boicotados.
Parou em uma capela
onde tem um mural dedicado a São Paulo.
São Paulo chegou
por aqui e contribuiu muito para a reconstrução e da cidade (foi destruída
muitas vezes) contribuiu para a moralização e redução da prostituição que era
intensa na cidade.
Por fim, chegamos
no pé da montanha. O carro nos deixou e passamos mais de uma hora subindo por
caminhos bastante íngremes. Parte com ruas de pedras que de tão pisadas já
estão escorregadias e a outra parte com terras e pedrinhas soltas.
É muito
interessante esta no lugar, como era, não tem nenhuma intervenção para
facilitar nada. Um passeio no tempo e na história.
Depois dessa
emoção e canseira, descemos para conhecer a Ágora de Corintho.
Tínhamos
relativamente pouco tempo, porque aqui, no inverno, tudo fecha às 15 horas.
Na cidade baixa, onde havia o Ágora, havia o templo de Apolo. Foi lá que São Paulo Fez seu trabalho durante um ano e meio.
Também lá foi julgado
Bem amigos, em meio a tudo isso, o Padre (ex jogador de futebol pelo São Paulo) que viaja comigo e me dá tantas aulas solta a seguinte frase:
_ Viu to Tanto que o Corinto deve ao São Paulo? Se não fosse o São Paulo, Corintia não teria essa importância.
Eu deixo essa briga para vocês. Eu sou de todos os SANTOS.










Nossa Marcelo, estou de verdade adorando aprender com vocês, poderiam nos dar aula de história, pois estão se saindo muito bem..rsrs... Aprendi muita coisa na escola, mais no ensino medio, mas vcs estão bem melhores na clareza de nós fazer viajar com vcs através das fotos e os textos.
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