sábado, 19 de dezembro de 2015

Graz -

O dia amanheceu mais frio. Nem é tão cedo, mas ainda muito escuro. Caminhei pelas ruas vazias e ainda molhadas até a estação.
Hoje vou atravessar a Áustria. A névoa aumenta o relaxamento, recostado na poltrona, observo as montanhas cobertas com seu cobertor de nuvens.
Hitler não era bobo não. Atrás dessas montanhas estava a sua segunda base. Quase meio dia e a névoa insiste, intensa, imensa, parece que o dia não quer sair da cama. No que posso ver, quase não tem gente, alguns animais, algumas casas e muitas estações.
Entre uma olhada pela janela, suja, como sempre. Uma olhada no computador. Uma leve cochilada. Revejo as fotos dos primeiros dias de viagem. Limpo, recorto, produzo filminhos de cada País.
Como é gostoso arrumar memórias. Poder apagar as manchas, selecionar o que queremos guardar.
Essa magia de ter tempo para olhar suas lembranças, reviver os sentidos e gostar de ter vivido.
O Sol e eu chegamos juntos a Graz.
Pouca gente no trem e agora pouca gente na rua. Tudo fechado. Ah! É Sábado!
Após dar entrada no hotel, comer alguma coisa e tentar descobrir o que tem em Graz. Decidi sair só para conhecer um pouco.
É a segunda maior cidade da Áustria. É a cidade natal de Arnold Schwarzenegger.
Graz tem uma longa tradição como cidade universitária e as suas seis universidades têm, em conjunto, mais de 44 000 alunos. A cidade antiga de Graz é um dos centros cívicos bem preservados da Europa Central. Em 1999, esse centro histórico foi adicionado à lista de Patrimônios Culturais da Humanidade. A cidade foi Capital Europeia da Cultura em 2003.
É uma cidade do só que não.
Explico:
Perto do hotel tem um parque e me indicaram para ir por ele para a cidade.
Pensei que era um parque, só que não
Chego em uma portaria que parece um monumento, só que não
Achei que era a entrada para algum castelo, só que não
Entro é uma rua com prédios históricos muito bem conservados e descubro que a cidade é um patrimônio, espetacular.
Vejo um arco que parece uma galeria, só que não
Era uma estradinha para o bosque, só que não
Era a subida para a torre do relógio, penso, vou caminhar um pouco sossegado pelo bosque, só que não
A subida era forte e tinha muita gente no trajeto. Quando chego na torre, penso que cheguei no topo, só que não
Se avista um terraço mais acima, depois um castelo, depois outra torre, e assim pensava que chegava, só que não
A cidade que parecia vazia, estava toda na montanha. Lá em cima, tinha feirinha, bares modernos, uma festa.
Resolvi descer por outro caminho, achando que era mais curto, só que não
Era uma escadaria lotada de gente.
Achei que era tudo muito popular, só que não
Haviam lojas muito sofisticadas.
Resolvi tomar o caminho de casa, só que não
Errei e cai em ruas super badaladas, com muitos músicos nas ruas, muita festa, muita gargalhada.

Cada vez que achava que ia, quando ia olhar o mapa. Tinha me perdido.
Estou exausto, mas muito feliz.
Acho melhor dormir cedo e amanhã caminhar um pouco mais tranquilo pelas ruas.








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