O dia amanheceu mais
frio. Nem é tão cedo, mas ainda muito escuro. Caminhei pelas ruas vazias e
ainda molhadas até a estação.
Hoje vou atravessar
a Áustria. A névoa aumenta o relaxamento, recostado na poltrona, observo as
montanhas cobertas com seu cobertor de nuvens.
Hitler não era bobo
não. Atrás dessas montanhas estava a sua segunda base. Quase meio dia e a névoa
insiste, intensa, imensa, parece que o dia não quer sair da cama. No que posso
ver, quase não tem gente, alguns animais, algumas casas e muitas estações.
Entre uma olhada
pela janela, suja, como sempre. Uma olhada no computador. Uma leve cochilada.
Revejo as fotos dos primeiros dias de viagem. Limpo, recorto, produzo filminhos
de cada País.
Como é gostoso
arrumar memórias. Poder apagar as manchas, selecionar o que queremos guardar.
Essa magia de ter
tempo para olhar suas lembranças, reviver os sentidos e gostar de ter vivido.
O Sol e eu chegamos
juntos a Graz.
Pouca gente no trem
e agora pouca gente na rua. Tudo fechado. Ah! É Sábado!
Após dar entrada no
hotel, comer alguma coisa e tentar descobrir o que tem em Graz. Decidi sair só
para conhecer um pouco.
É a segunda maior cidade da Áustria. É a cidade
natal de Arnold Schwarzenegger.
Graz tem uma longa tradição como cidade universitária
e as suas seis universidades têm, em conjunto, mais de 44 000 alunos. A
cidade antiga de Graz é um dos centros cívicos bem preservados da Europa
Central. Em 1999, esse centro histórico foi adicionado à lista de Patrimônios
Culturais da Humanidade. A cidade foi Capital Europeia da Cultura em 2003.
É uma cidade do só
que não.
Explico:
Perto do hotel tem
um parque e me indicaram para ir por ele para a cidade.
Pensei que era um
parque, só que não
Chego em uma
portaria que parece um monumento, só que não
Achei que era a
entrada para algum castelo, só que não
Entro é uma rua com
prédios históricos muito bem conservados e descubro que a cidade é um
patrimônio, espetacular.
Vejo um arco que
parece uma galeria, só que não
Era uma estradinha
para o bosque, só que não
Era a subida para a
torre do relógio, penso, vou caminhar um pouco sossegado pelo bosque, só que
não
A subida era forte e
tinha muita gente no trajeto. Quando chego na torre, penso que cheguei no topo,
só que não
Se avista um terraço
mais acima, depois um castelo, depois outra torre, e assim pensava que chegava,
só que não
A cidade que parecia
vazia, estava toda na montanha. Lá em cima, tinha feirinha, bares modernos, uma
festa.
Resolvi descer por
outro caminho, achando que era mais curto, só que não
Era uma escadaria
lotada de gente.
Achei que era tudo
muito popular, só que não
Haviam lojas muito
sofisticadas.
Resolvi tomar o
caminho de casa, só que não
Errei e cai em ruas
super badaladas, com muitos músicos nas ruas, muita festa, muita gargalhada.
Cada vez que achava
que ia, quando ia olhar o mapa. Tinha me perdido.
Estou exausto, mas
muito feliz.
Acho melhor dormir
cedo e amanhã caminhar um pouco mais tranquilo pelas ruas.











nossa essa cidade vale a pena heim?
ResponderExcluircoisa linda!!!