terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Budapeste - Esse Império Austro-húngaro, quanta historia

Apesar das promessas de mais um dia de completa neblina, as perninhas ficam loucas e os olhos curiosos. 
Só há um único ônibus que desce e sobe de Buda, atravessa a ponte nos leva a Peste. 
Lá em baixo, o melhor é usar o bonde (principalmente o 2) que nos leva a todos os pontos.
Logo cedo a catedral já está aberta. É uma loucura de enorme e bonita. Dedicada Santo Estevão, que depois descobri que foi o primeiro imperador desse império.

 Com minha mania de me perder pelas ruas, descobri uma calçada, em prete a um monumento onde tem uma cerca de arame farpado, com objetos e pedras com nomes de pessoas.
É um rito interessante, aqui, preferem escrever os nomes em pedras e não oferecer flores à memória das pessoas. Porque as flores morrem e as pedras são imortais. Tem muitos objetos, fotos e uma homenagem forte à memória dos que morreram durante a segunda guerra.


Caminhando mais, chego ao Parlamento. Uma obra impressionante e charmosa.
(como algumas pessoas pediram para colocar fotos onde eu apareço, hoje eu resolvi colaborar, embora não goste.
 Depois de muito caminhar, chego ao bairro judeu. 
Em frente à sinagoga, encontro uma húngara que falava espanhol e saímos a caminhar pelo bairro.
Era uma grande conhecedora da história. Me descrevia as fábricas, as organizações sociais, a estrutura toda, enquanto caminhávamos pelo bairro.
Eu não sabia que aqui foi o último gueto. Os Juseus só foram libertados em 18 de janeiro de 45 pelos comunistas. São histórias e números impressionantes.
Contou a história dos grupos e da divisão dos Judeus, e a força que tinham na região.
Me levou em uma sinagoga ortodoxa (octogonal, com dois andares, etc) 
Está abandonada, mas é impressionante e emocionante.
 Depois comprei ingresso e fui conhecer a famosa sinagoga que foi reconstruída. Suas histórias e sua beleza.
Embora no quintal tenha uma das coisas mais impressionantes da historia, principalmente dos Judeus.
 Precisava respirar. Fui caminhando e resolvi entrar no museu. Na verdade eu mais queria me aquecer um pouco. 
Mas foi uma bela surpresa. Precisava de muito mais tempo, mas são salas muito bem organizadas, onde você, ao mudar de sala, muda de época, e as salas são quase um cenário. Muito interessante
 Para felicidade geral da nação, o sol e o céu azul vieram se confraternizar comigo.
Não previsão de tempo que derrube o tanto que eu gosto desse lugar.
 Gostaria de entender mais da história desse império.
tive um amigo que dizia gostar muito da história desse povo e dessa época, mas ele não respondia nada. 
Porque um imperio tão bonito e produtivo durou tão pouco?
Porque sabemos de Napoleões e Luizes e não de Ferdinandos, Artures e outros?
E assim por diante...
Amanhã faço outra madrugada para pegar os trilhos. Vou para terras nunca dantes caminhadas.
Entrarei na Transilvânia, Quem sabe uma ceia com Conde Vlad III
Pode ser que ele nos inspire a tratar os fora da lei, os corruptos e outros sanguessugas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário