domingo, 11 de setembro de 2011

Dia 5 - Segunda feira – 8 da manhã



Estou em um aeroporto chamado Eros, dentro de Wiendouch. Ainda atordoado por tudo, fuso horário, paisagem, pessoas, etc. Já posso começar a falar um pouco sobre o que estou vivendo.

O Vôo para cá foi muito interessante. Encontrei o mesmo comissário velho com quem já voei duas vezes para Moçambique.


Uma comissária negra e gorda. É interessante ver nossos paradigmas quebrados. Quase só tinha alemães. Pés grandes com meias estranhas metidos em sandálias ainda mais estranhas. Tive a sensação que estava indo para uma colônia alemã, ou eles estavam indo ver o que perderam.

Aqui falam uma inglês com sotaque alemão e africano. Como sempre não fazem o menor esforço para entender e se fazer entender. Sempre falam falas longas, rápidas e se peço para falar mais devagar, ou mesmo quando digo que não falo inglês, eles repetem o mesmo com a mesma velocidade.


Cheguei aqui num domingo, e como deveria ser, não tinha nada aberto. Caminhei por muitas horas e descobri que as marcas alemãs eram só no centrinho mesmo. A cidade é muito espalhada, com muita pobreza. São casas de lata. Ao contrario das nossas favelas, aqui as casas são mais afastadas entre elas. Peguei um ônibus e circulei por toda a cidade. Todos abanam as mãos, sorriem e dão sinal para entrar em suas casas.

Parei em um mercado esfumaçado, com várias churrasqueiras, montes de carne e muitas pessoas comendo com a mão. Assando sem usar garfos ou espetos, metiam as mãos nas carnes, partiam com as mãos.

Meu hotel era um castelo, muito bem decorado e com serviço sofisticado. Comi em um terraço, vendo o por do sol e a cidade iluminada. Cama macia e pouco sono. Em compensação foi difícil acordar. Agora estou em um pequeno aeroporto, esperando um pequeno avião que vai me levar ao deserto. Por sorte tem um casal italiano que podem me ajudar um pouco a entender. Tomara que fiquem juntos um tempo, pois assim minha vida pode ser facilitada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário