Estou em um aeroporto chamado Eros, dentro de Wiendouch. Ainda atordoado por tudo, fuso horário, paisagem, pessoas, etc. Já posso começar a falar um pouco sobre o que estou vivendo.
O Vôo para cá foi muito interessante. Encontrei o mesmo comissário velho com quem já voei duas vezes para Moçambique.
Uma comissária negra e gorda. É interessante ver nossos paradigmas quebrados. Quase só tinha alemães. Pés grandes com meias estranhas metidos em sandálias ainda mais estranhas. Tive a sensação que estava indo para uma colônia alemã, ou eles estavam indo ver o que perderam.
Aqui falam uma inglês com sotaque alemão e africano. Como sempre não fazem o menor esforço para entender e se fazer entender. Sempre falam falas longas, rápidas e se peço para falar mais devagar, ou mesmo quando digo que não falo inglês, eles repetem o mesmo com a mesma velocidade.
Cheguei aqui num domingo, e como deveria ser, não tinha nada aberto. Caminhei por muitas horas e descobri que as marcas alemãs eram só no centrinho mesmo. A cidade é muito espalhada, com muita pobreza. São casas de lata. Ao contrario das nossas favelas, aqui as casas são mais afastadas entre elas. Peguei um ônibus e circulei por toda a cidade. Todos abanam as mãos, sorriem e dão sinal para entrar em suas casas.
Parei em um mercado esfumaçado, com várias churrasqueiras, montes de carne e muitas pessoas comendo com a mão. Assando sem usar garfos ou espetos, metiam as mãos nas carnes, partiam com as mãos.
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