quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Massai Mara - Tribo


Haguna Matata
É assim que se expressa quando está satisfeito, contente. Tudo bem.
Quando planejei começar minhas férias pela África, sempre obtive exclamações, como se não entendessem como alguém pode vir nas férias para um lugar desses. Eu explicava que queria conhecer a história da Etiópia e tentar fazer contato com uma tribo africana. Não pelos safaris ou coisas de turistas.

Pois bem, consegui. Tive um dia de glória.
Saí de madrugadinha para fazer outro safari. Isso é outra história que fico me questionando. Porque fazer outro safari, para quem já fez mais de 15 vezes em sete locais diferentes. Pois é, eu gosto muito de ver o mundo. A natureza nos dá paz um aprendizado de tempo. Sair sem destino, devagar enfrentar paisagens desconhecidas, enfrentar lama, pedras, riachos e desafios. Ser surpreendido sempre por novos animais ou mesmo alguns bem familiares em fotos e zoos, mas tão mais bonitos em seu habitat. Vi muitos elefantes, leoas, aves, etc. Sempre é emocionante ser surpreendido e acalmado pela observação das coisas que só acontecem em seu tempo.
Depois de um lindo safari, tive a grande realização. Fui a uma comunidade Massai. Passei horas com seu líder. Um jovem que com seu inglês tentou me contar tudo. Aprendi um pouco das danças. Ouvi cantos das mulheres. Fui ver seus currais e como constroem suas casas. Casas muito pequenas, tem 4X6m para uma família e uma vaca que fica dentro de casa para tirar o leite. São casas  fechadas e cheias de fumaça do fogo que permanece aceso. Eles tem toda uma técnica de construção para evitar malária, são camadas de galhos, lama amassada com coco de vaca, ervas e fibras.
Vi seus artesanatos, mas o mais legal foi saber que é um povo sem fronteiras, vão onde querem e não tem passaporte para mudar de país. Andam por toda a reserva, com seus rebanhos, vestem roupas vermelhas pois acreditam que assim não são atacados pelos animais ferozes. Não sabem plantar mas trabalham com  pastoreio de ovelhas, cabras e vacas. Conseguem tudo à base de escambo.
Tem orgulho de ter sua escola para ate o 6o ano. São poligâmicos, mas tem que dar o mesmo número de vaca para cada esposa. Não usam fósforo (por sinal me ensinaram a fazer fogo e me deram os equipamentos).
O líder me deu seu e mail lemedicksoit@gmail.com . Ele está fazendo o segundo ano de faculdade e estuda o ambiente e os animais. Cuida da comunidade com mais de 100 habitantes e muitas crianças. Eu prometi a ele divulgar seu endereço e seu povo. Quem quiser conversar ou souber de alguma forma de ajudar pode entrar em contato.
Ganhei meu cajado e me inseri um pouquinho mais nessa humanidade tão bonita que são as tribos de tradição. Essa é mais uma das minhas vivencias que não vou esquecer.



4 comentários:

  1. Marcelo,
    Feliz ano novo e diferente de novo !!! Por aqui um calor de mais 30 graus e subindo. aproveite muito !! Sonia

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. "A common man marvels at uncommon things. A wise man marvels at the commonplace."

    (Confucius)

    I respect and admire you, Marcelo!

    Cheers!

    Sergio Guerra

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