É impossível andar por essas ruas, com esse
frio doído, ou melhor doidinho, porque a gente está agasalhado e não ficar
imaginando a pequena vendedora de fósforos. Pois é quem ainda não leu esse
conto de Andersen precisa ler para sentir um pouco do que essa cidade faz com a
gente. (acabo de reler e chorar muito)
http://contosdocovil.wordpress.com/2008/06/09/a-pequena-vendedora-de-fosforos/
Precisamos reler Andersen, pois o universo
infantil, captado por ele no parque diversão Tivoli, que até hoje encanta a
cada visitante
Hans Christian
Andersen, é um mágico e todos nós aprendemos a viajar em suas fantasias. Ele,
filho de família pobre, conseguiu vencer como escritor, assim seus contos como
o patinho feio retratam sua superação na vida. Em cada esquina encontramos “uma caixinha de surpresas”, “pequenos
e grandes Cláudios”, e lojas com
muito bom gosto para “a nova roupa do
Rei”.
A
cidade guarda, de verdade, “os
soldadinhos de chumbo” que não são de chumbo, mas trocam a guarda com pompa
e música, além de manter em seus canais de mar a sua “pequena sereia”, ainda esperando pelo seu príncipe.
Fora essas viagens em contos que sempre me fizeram muito
bem, a cidade não explora seus contos e cantos. É assim, meio sisuda, mas a
gente percebe uma qualidade de vida incrível, tem mais bicicleta do que carro,
lojas de brinquedo com príncipes e princesas na porta, barcos que não conseguem
passar por baixo das pontes, e um monte de doces maluquices, que só um país
feliz tem.
Não tem a vida mais longa dos países nórdicos, mas tem a
expressão. – “vivo enquanto posso”.
Você descreve tão bem, tudo que vê Marcelo, que parece que a gente esta aí com você. Um abraço e toma uma gelada por mim
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