terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Phnom Penh

Foi muito difícil sair do Vietnã. Em apenas nove dias desenvolvi uma grande ternura por esse povo e lugar. Já tenho saudade de um lugar onde pouco provavelmente eu volte.

Comprei um CD de música em cada país. Existe um instrumento de uma corda só e aqueles negócinhos feitos de bambu que eles ficam batendo com muita suavidade. As crianças são lindas, não é atoa que os famosos americanos vem adotar crianças por aqui. Vivo fotografando as carinhas dessas crianças. Se quiserem adotar, adotem meninas, pois as mulheres ficam muito bonitas, enquanto os homens ficam muito feios.

Sei que ainda havia muito que eu não vi. Essa língua monossilábica e tonal, essa comida deliciosa, e variada. Essa superação das dificuldades ao mesmo tempo que a dureza da sobrevivência impõe uma superação cotidiana.

Agora no Camboja o quadro muda bastante. Aqui as feridas ainda estão abertas, a guerra não acabou depois da saída dos americanos em 75. Enfrentaram um governo déspota e

autoritário. Na tentativa de manter controle sobre o povo houve um massacre de mais da metade da população, principalmente as pessoas que tinham algum desenvolvimento intelectual.

Aqui já voltei a ver pedintes e uso da pobreza. Ao mesmo tempo fui visitar o palácio real onde existe um templo de prata, com estátuas de Budas em mais de 90 kg de ouro e milhares de pedras preciosas. É um assinte ver o chão do grande templo feito com lajotas de prata.

A cidade de Pnom Penh é vibrante, tem muitos comércios como todas as cidades daqui, as casas tem um comercio para a rua, mas se percebe os bares mais cheios, e muita gente na rua.

O museu Nacional é outra visita interessante, existem muitas esculturas de desde o Séc. V. Todas as divindades, do induismo.

Imagino que não vou encontrar nenhuma estátua em todos os templos que possam existir.

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