quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Halong

Já estou em comunicação outra vez. Sentado em um aeroporto em Hanoi.
Vejam uma mulher remando com sua filha grudada em suas costas como um macaco, isso no meio do mar. A Halong Bay foi um espetáculo à parte. Para quem assistiu Indochina pode se lembrar daquele mar com 3.000 ilhas Um silêncio e uma profundidade que a cada minuto tudo muda.
É sempre a mesma coisa mas com um encanto surpreendente.
Muito firo e névoa, mas nada apaga a beleza do lugar.
O restante do Vietnã do norte, continua com a mesma impressão, é muito feia, a poeira e as casas finas e altas dão uma impressão de desordem. Existem muitas placas, todas as casas tem um comércio bagunçado na frente, mas tudo isso tem uma explicação: O metro quadrado aqui é muito caro, o imposto é pago pela medida frente da casa. Quando os filhos se casam, controem outros andares na casa, para não pagar mais impostos.
A poeira continua intensa mesmo com tanta área irrigada, nem um metro de terra ociosa. Todas as terras pertencem ao estado e as pessoas arrendam para plantar. é tudo plantado, mas sem nenhum equipamento. Pessoas solitárias no meio das plantações, às vezes patos, às vezes búfalos.
As estradas são como se fossem avenidas, uma loucura a quantidade de bicicletas, motos e pedestres. Com o salário muito baixo (por volta de 360 dólares) e carros muito caros (o mais barato custa 65 mil dólares) ninguém nem sonha com carro.
A região norte do Vietnã era apoiada pela China e pela Rússia. O povo lutava porque não tinha outra opção. Eles não falam da guerra e apagaram todas as marcas. O que importa é que agora estão em paz há 35 anos. Isso nunca havia acontecido.

Um comentário:

  1. tô mais agarrado nesses relatos que essa criança nas costas da mãe. Tudo muito bonito e impressionante,
    Fernando.

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