Tem dias que não sei não.
A gente faz um não sei quê,
A gente se perde para tentar se entender...
A gente não entende nada e deixa os poros mais abertos para o mundo entrar.
A respiração fica difícil e não é falta de ar, escorrem umas aguinhas pela cara, acho que é por isso que a gente precisa aspirar mais forte.
Saímos de Dubrovnik bem cedo e, depois de passar por 4 fronteiras, percebe-se que a infra estrutura e as condições da Bósnia são bem diferentes das da Croácia.
Chego em Medjugorge. A guia me conta que é uma cidade nova, que tem tido aparições de Nossa Senhora. O frio estava maior do que havia imaginado, caminhei, entrei na igreja, rezei, andei por um pátio enorme e chie de bancos, até que cheguei na capela de adoração. Foi impossível entrar, pois estava absolutamente lotada. É sempre emocionante ver a fé das pessoas.
Chegamos em Mostar, uma cidade do sec XIV. com muita influência árabe, nas calçadas e na quantidade de vendas. Os Otomanos estiveram aqui por 400 anos, além todos os outros. Chego em uma ponte muito interessante, com fortalezas perto, construções de pedra, uma ponte muito alta em arco.
Do outro lado da ponte entro em uma lojinha (não sei porque, pois estou com espírito de compra nada) o rapaz me oferece para ver um filme sobre a ponte. Relutei um pouco mas resolvi entrar na sala. Era um documentário com cenas do começo do cinema, as cenas vão ficando mais moreninhas, até que aparecem as cenas reais da guerra da Bosnia. acampamentos, trincheiras, e um cinegrafista que ficou escondido em uma caverna na margem do rio filmou muita coisa. Até que em um momento aparece uma bomba atingindo a ponte, outra e mais outras. O impacto de cada explosão era como um murro no peito, comecei a chorar e ficar horrorizado com as cenas, até que a ponte cai. Nas cenas seguintes aparecem guindastes tirando as pedras de dentro do rio e a inauguração da reconstrução com presença de Principe Charles e outras autoridade mundiais.

A partir desse filme os olhos começam a ver uma Mostar muito diferente. Os sinais de balas nas paredes, as janelas de ferro, as casas abandonadas, os buracos nas igrejas, A gente não consegue entender, nem imaginar o que se passa com as pessoas que estão em suas casas, muito menos nos corações que comandam os dedos que apertam os gatilhos.
Aqui se encontravam cristão católicos e ortodoxos, muçulmanos, croatas, hezergovinos e bosnios. Comunistas e liberalizas. Dizem que não sabiam nem em quem confiar nem dentro de sua família.
Destruir a ponte foi ato dos Croatas para separar definitivamente, mas eu já gostava dos croatas e agora vejo que aqui sobrou muito mais miséria...
Com todo esse horror, continuo andando pela cidade até que um minarete começa a chamar para as orações, então os sinos de uma igreja tocam alto, depois outro minarete, outra igreja e a cidade grita competitivamente pelos seus fiéis. Juro que queria ter uma bomba para jogar em cada torre.
Depois de muito caminhar eu pedi ajuda pelo watsapp, recebi o apoio de alguns bons amigos.
Depois de encontrar novamente a guia, entramos no carro e eu falei de como tinha sido difícil entender. Ela me falou o seguinte: _ "não sei como te ajudar, durante esse ataque eu tinha 11 anos, e tinha muito medo, ninguém conseguiu me explicar, quem sabe a próxima geração possa viver mais respeitosamente, a gente não consegue entender, mas temos ficar bem porque estamos em paz"
Depois de um longo silêncio chegamos em um povoado chamado Pocitelj. Construida em mil quinhentos e pouco, está super conservada e parece ter vida no verão, mas agora está completamente sem ninguém. andei sozinho.
Só sei que vivi muitas emoções e dúvidas, valeu muito mas não entendi nada.
A gente faz um não sei quê,
A gente se perde para tentar se entender...
A gente não entende nada e deixa os poros mais abertos para o mundo entrar.
A respiração fica difícil e não é falta de ar, escorrem umas aguinhas pela cara, acho que é por isso que a gente precisa aspirar mais forte.
Saímos de Dubrovnik bem cedo e, depois de passar por 4 fronteiras, percebe-se que a infra estrutura e as condições da Bósnia são bem diferentes das da Croácia.
Chego em Medjugorge. A guia me conta que é uma cidade nova, que tem tido aparições de Nossa Senhora. O frio estava maior do que havia imaginado, caminhei, entrei na igreja, rezei, andei por um pátio enorme e chie de bancos, até que cheguei na capela de adoração. Foi impossível entrar, pois estava absolutamente lotada. É sempre emocionante ver a fé das pessoas.
Chegamos em Mostar, uma cidade do sec XIV. com muita influência árabe, nas calçadas e na quantidade de vendas. Os Otomanos estiveram aqui por 400 anos, além todos os outros. Chego em uma ponte muito interessante, com fortalezas perto, construções de pedra, uma ponte muito alta em arco.
Do outro lado da ponte entro em uma lojinha (não sei porque, pois estou com espírito de compra nada) o rapaz me oferece para ver um filme sobre a ponte. Relutei um pouco mas resolvi entrar na sala. Era um documentário com cenas do começo do cinema, as cenas vão ficando mais moreninhas, até que aparecem as cenas reais da guerra da Bosnia. acampamentos, trincheiras, e um cinegrafista que ficou escondido em uma caverna na margem do rio filmou muita coisa. Até que em um momento aparece uma bomba atingindo a ponte, outra e mais outras. O impacto de cada explosão era como um murro no peito, comecei a chorar e ficar horrorizado com as cenas, até que a ponte cai. Nas cenas seguintes aparecem guindastes tirando as pedras de dentro do rio e a inauguração da reconstrução com presença de Principe Charles e outras autoridade mundiais.

A partir desse filme os olhos começam a ver uma Mostar muito diferente. Os sinais de balas nas paredes, as janelas de ferro, as casas abandonadas, os buracos nas igrejas, A gente não consegue entender, nem imaginar o que se passa com as pessoas que estão em suas casas, muito menos nos corações que comandam os dedos que apertam os gatilhos.
Aqui se encontravam cristão católicos e ortodoxos, muçulmanos, croatas, hezergovinos e bosnios. Comunistas e liberalizas. Dizem que não sabiam nem em quem confiar nem dentro de sua família.
Destruir a ponte foi ato dos Croatas para separar definitivamente, mas eu já gostava dos croatas e agora vejo que aqui sobrou muito mais miséria...
Com todo esse horror, continuo andando pela cidade até que um minarete começa a chamar para as orações, então os sinos de uma igreja tocam alto, depois outro minarete, outra igreja e a cidade grita competitivamente pelos seus fiéis. Juro que queria ter uma bomba para jogar em cada torre.
Depois de muito caminhar eu pedi ajuda pelo watsapp, recebi o apoio de alguns bons amigos.
Depois de encontrar novamente a guia, entramos no carro e eu falei de como tinha sido difícil entender. Ela me falou o seguinte: _ "não sei como te ajudar, durante esse ataque eu tinha 11 anos, e tinha muito medo, ninguém conseguiu me explicar, quem sabe a próxima geração possa viver mais respeitosamente, a gente não consegue entender, mas temos ficar bem porque estamos em paz"
Depois de um longo silêncio chegamos em um povoado chamado Pocitelj. Construida em mil quinhentos e pouco, está super conservada e parece ter vida no verão, mas agora está completamente sem ninguém. andei sozinho.
Só sei que vivi muitas emoções e dúvidas, valeu muito mas não entendi nada.








Um lugar tão lindo e gente guerreando, como pode? Daqui para frente, quem sabe a beleza tome o lugar das balas!!!!
ResponderExcluirEntender? só sentir, em alguns lugares, não basta? Não sei responder!