sábado, 14 de janeiro de 2017

Ida para Vancouver

Ontem pegamos o trem com destino a Vancouver. Claro que com atraso de mais de três horas, mas, dessa vez, resolvemos vir na classe econômica já que seria apenas uma noite e cuidar dos custos é fundamental. Minha casa está em reforma e eu administrando uma reforma e as despesas à distância, tem sido uma ansiedade a mais.

O trem agora está lotado, as pessoas entram correndo e jogam objetos para reservar os lugares. Conseguimos um lugar no fundinho e parecia ser tranquilo. Mas como sempre pode acontecer, uma mãe com três filhas rebeldezinhas estavam do nosso lado. Uma com uma franja enorme pintada de um louro laranja, a outra com boa parte da cabeça raspada e a menor com um jeitinho de mimada. A Mãe extremamente agitada, fazia milhões de coisas, falava no telefone, abria pacotes enormes de batata frita (cada pacote quase ocupava o lugar de uma pessoa, enormes). Em determinado momento a filha mais nova, mexe na nossa bagagem e pega um pote de macarrão instantâneo e vai até a copa e volta com o pote preparado. Quando abordamos a mãe, ela disse que não, que ela que havia comprado. Esses impasses, onde a gente fica sem saber o que fazer, por envolver uma criança.

Logo depois a mãe monta um vídeo game, com uma televisão enorme. As crianças começam a jogar e gritar incomodando o vagão. A mãe, veste uma bermuda pelo avesso, espalha malas pelo corredor e vai sentar no vagão panorâmico.

Com dificuldade de dormir com o barulho, resolvo ir dormir no panorâmico. A mãe falava sem parar e a filha pequena, que veio atrás de mim, gritava, ria e chutava as cadeiras. Não tive outra alternativa a não ser reclamar para o segurança, que obrigou as meninas a desligar o game.

Apesar de dormir muito mal, a manhã foi seguida de belas paisagens e um rio cheio de gelo acompanhava o trajeto.
 A chegada em Vancouver é impressionante. Uma grande cidade, muitas pontes e industrias. Um choque para quem sai de Jasper. mas é uma cidade bonita.
 Ficamos mais de duas horas, além das 3 de atraso, para conseguir desembarcar

 Descobri uma cidade maravilhosa, ruas e calçadas largas e limpas, apesar de grande quantidade de mendigos pelas ruas


Uma boa história. Depois dos conselhos da minha nora, fui a uma região onde tem muito restaurante japonês, misturado com grandes lojas de grife. Ela disse que comia bem e por preço legal. Pedimos um prato, mas a japonesa trouxe dois. Começamos a comer, comemos muito, exageramos. Os sushis são maiores que os nosso, o salmão mais colorido, e tudo muito gostoso.

Depois de comer o suficiente para a fome de dois dias, pedimos embalagens descartáveis e fizemos cinco marmitas com o que não conseguimos comer. Foi gratificante distribuir marmitas de comida japonesa para 5 famintos e friorentos mendigos. Melhor, pagamos pelo jantar o que pagaríamos no jantar para um em um bom Japa em São Paulo.

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