quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Miami, Miami Beach e Nova Havana.

Eu sempre  sofri mais quando mudo o fuso para mais (indo para o oeste), nunca soube porque. Indo para a Europa eu me adapto instantaneamente, voltando para o oeste a coisa é mais difícil. 
Ontem dormi no horário daqui, mas acordei, levantei, guiado pelo meu Ipad, que não havia sido conectado à internet, moral da história, eu estava pronto às 3 horas da manhã, ou seja às 7 no horário do Brasil e achando que dormi uma noite inteira.
Miami é a cidade mais carente do mundo. Fica falando "Me ame", "Me ame", "Me ame", "Me ame", e precisa gritar sim. É bonita, imponente, rica, e tudo aquilo que tanto se valoriza, mas... para meu gosto, falta alma. É uma cidade asséptica, ideal para casais comprarem seus apartamentos, para que gosta de coisas mais produzidas (baladas, marcas e restaurantes). 

As ilhas, foram e sua grande parte produzidas, mas sem acesso aos não convidados. Os prédios enormes, lindos, um padrão de beleza e funcionalidade e o jardim mais bonito, o único que me impressionou, foi projeto do Burle Max.

O diferencial da cidade, são os latinos, mais precisamente uma multidão de cubanos que nos trazem uma inquietação: Homens fortes, enormes e atléticos, filhos de mulheres baixinhas, gordas e com dificuldade de locomoção. Fico me perguntando, onde estão os filhos dessas senhoras e onde estão as mães desses homões? 
O clima é quente, o povo é amistoso e hospitaleiro.
A parte moderna a gente está cansado de ver nos filmes, a avenida dos restaurantes em Miami Beach é mais bonita nos filmes, embora seja bastante sedutora ao vivo.


O legal foi conhecer a região Norte da cidade, tudo muito cheio de arte nas ruas, muito lindo, pena que fui no final do dia e precisei voltar para não ficar sem transporte. 

O bairro de Nova Havana é mais vivo, mais humano, um tributo à resistências dos refugiados que achavam que Castro deixaria logo o governo de Cuba.



Mesmo assim, foram 10 km de caminhada. Valeu.


Um comentário:

  1. Pois é Marcelo, essa mesma impressão eu tive da Philadelphia e de Nova York. Já vimos tanto em filmes que parece que estivemos aí muitas vezes. Curta muito

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