sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Dilema do passaporte

Estou sentado em um banquinho da polícia no porto de Miami. Estou tranquilo e cansado, acho que os imprevistos que tinham para acontecer estão acontecendo logo na partida. Minha casa está em reforma, destruída e cheio de gente trabalhando, logicamente terei que pagar muita coisa durante a viagem e, para começar, eu não conseguia acessar minha conta porque meu celular não recebia o SMS. 
Aciono um filho e peço que veja o que ocorria, ele comprou um pacote de dados internacionais, passei a receber SMS (de todos menos do Banco)
Acordo de madrugada, consigo falar com a minha irmã que falou com o banco e conseguimos resolver.
Com isso lá se foi a manhã. Faço um pouco de hora porque recebi aviso que o Navio estava em inspeção sanitária. Fico fazendo hora, até que vim para o porto.
Cá entre nós, eu não tenho vontade nenhuma de fazer cruzeiro, mas foi a alternativa mais barata para ir para o Caribe. Para conhecer os países como eu gosto, de andar no meio do povo e ficar no lugar, comendo a comida típica, mas para qualquer lugar que se queira ir, é preciso voltar a Miami e isso ficaria muito caro. 
Imaginem um navio com 4.500 passageiros, suas malas enormes, carregadores mal humorados. Uma fila enorme com gente que prefere passear de cruzeiro. Está certo que sou velho e gordo, mas não gosto desse negócio de coisas feitas para turistas com diversão pasteurizada e tentando uma diversão previsível.
Depois de uma fila enorme para se dividir em cinco filas para verificar documentos. Procuro que procuro e não acho meu passaporte.
Lembram quando reclamavam dos policiais mal educados dos aeroportos americanos, pois é, estão todos trabalhando no porto. Embora em Miami seja quase de língua espanhola, no porto nenhum deles fala espanhol.
Digo que deve estar em minha mala. Ela pede que eu suba, passe pelo Raio X e converse com o coordenador. Faço tudo isso, com filas intermináveis e o coordenador diz que eu tenho que sair e procurar minha mala.
Depois de um tempo enorme eu descubro que ela já subiu para o navio, Lá vou eu voltar tudo, explicar tudo e ficar aqui, esperando até que achem minha mala.
Ainda bem que tenho o blog para fazer. assim eu não fico na fila.
Vale lembrar que tentei fazer a reserva de wi-fi mas a decolar demorou muito e não conseguiu comprar o pacote. Imagino que eu consiga comprar a bordo, se achar meu passaporte e não conseguir internet, ficarei 8 dias sem dar notícias.
Depois de 4 horas, encontraram a mala e eu encontrei meu passaporte.
A fila já está pequena, vou embarcar.
Embarquei, fiz treinamento, estou morto de fome e sede. Até amanhã.
Enfim uma boa noite de sono. Aqui vão algumas fotos das minha saída de navio:





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