Entre tantas adaptações que temos que fazer, desta vez estou
sofrendo um pouco mais com os horários e com a comida.
Ainda acordo cedo demais e sinto sono de dia, foi muito
rápido, alem do mais essa mistura de surpresa, emoção das impressões e compaixão
por esse povo bagunçam ainda mais nosso espírito.
A comida, estou tomando cuidado, me adaptando aos poucos.
Tenho que estar preparado para dias sem carne e sem comer comida crua. Os caminhos das índias tinham mesmo a ver com
temperos e condimentos. Sempre servem muitos potinhos com comidas, mas parece
igual em todos os restaurantes.
O povo é vestido com muito colorido, simples e seguros. Todos
vestidos com muitos panos, coloridos, lavados e sem remendos. Serenos é a
palavra certa., mas como não olhar para trás quando buzinam? É preciso muita
resistência para os vendedores insistentes.
Hoje fui para a cidade antiga, é a cidade âmbar, cheia de
comercio, ambulantes e turistas.
Chegamos à fortaleza do Marajá.
Os Marajás são descendentes do “Deus” Rama. Por isso cada um
tinha direito à sua região.
Ao ver os castelos a historia muda. Cercada por uma muralha
de 18 km. Fica no alto de uma montanha.
Começou a ser construída em 1.500. chagamos em baixo do morro, subi em um
elefante que me levou até o pátio do Palácio. Como todos os palácios e templos,
é tudo feito em mármore e pedras preciosas.
Quem podia ter muitas mulheres eram os Sultões (muçulmanos)
os Hinus podiam ter uma só. Esse daqui era diferente, tinha 12 apartamentos com
duas salas, quartos, cozinha, piscinas. (uma para cada esposa) Pátios e jardins
deslumbrantes.
Passamos por uma fábrica de tapetes e tecidos. Fui ver como estampam os tecidos. Os caras são mágicos dos carimbos. Os tapetes são uma tentação à parte. Cada artesão demora dois a três anos para um tapete médio. Outro cooperado fica separando os nós, outro corta e nivela os pelos, outro faz a franja e outro esta com Maçarico para ver se não tem fio sintético.
Os tecidos são tantos e demonstram conhecer o Brasil,
falando dos ronaldos e mostrando fotos da Juliana Paes comprando seus saris.
São tantas opções, que já não saberei comprar nada. (ainda bem!!!!!)
Voltei à cidade âmbar. Agora para conhecer um fenômeno: O Observatório, de 1728. O Louco do Marajá fez algumas construções enormes e precisas para ajustar os relógios, estudar o universo, descrever os signos, etc. Tudo em Mármore.
Alguns relógios absolutamente precisos (em segundos) Dois
poços com todas as constelações, onde o sol reflete a posição da terra. Um
medidor para cada signo. É impressionante.
Conheci outro palácio, uma exposição das roupas dos Marajás,
tudo bordado em ouro.
À noite, atravessei tudo de novo e fui ver o castelo iluminado.
Agora, além de limpar um pouco as fotos, preciso dormir,
pois amanhã pego estrada de novo.

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