quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Delhi (a Nova e a Velha)

Que dia!!!! como diria um amigo meu, escorreram umas lágrimas, mas eu não chorei.
Muitos sabem do meu receio em conhecer essa realidade. Essa cidade com uma densidade populacional absurda não permite que nenhum filme ou documentário explique o que é isso. Nenhuma foto é possível sem que passem dezenas de pessoas na frente de sua lente. 
Foram 12 horas entre trânsito e templos. O contato com a humanidade e universalidade é intensivo. E logo no primeiro dia, assim o coração não aguente nem de medo nem de emoção. 
No início Delhi se pronunciava "Dilhi" que quer dizer algo como instável, inconstante. Isso mesmo Essa cidade já foi destruida e reconstruida sete vezes.
Comecei pela primeira muralhada, que foi construida por muçulmanos, com colunas tiradas dos templos Hindus. O Minarete Dutub construido pela dinastia dos escravos.

Depois a gente descobre espaços gramados em torno de monumentos como a tumba de Humayun (o único construido por uma mulher para seu marido.

Depois fui a um templo Hindu, não se pode fotografar lá dentro, mas pude andar descalço sobre corredores de mármore e aprender que existem milhares de Deuses e Deusas, esse é de Lakshminarayan. Para quem não conhece muito, deve começar por Shiva (Deus Elefante) que protege. Pintaram meu terceiro olho, me deram uns cristais de aniz com açúcar, um terço e...comprei meu shiva de bálsamo, que vai proteger minha casa.
 Enfrentando trânsito maluco, fui para conhecer um templo Sikh. De 1664, chamado Gurdwara Bangla Sahib onde viveu o Guru Har Krishan. Os Sikhs são os que identificamos com indianos típicos, usam barba e turbante. Claro que minha barba ajudou a ser bem recebido, foi só tirar o sapato e colocar um lenço na cabeça que pude entrar no templo, até ganhei um pouco de comida...uma massa de sei lá o que... mas comi e rezei com mais fé.
Depois de um almoço sem "spice", mas que mesmo assim o suor escorre, muito transito que permitiu até um cochilo no carro. Fui conhecer a Delhi antiga. Imaginem a maior loucura de tudo. Sentei em uma daquelas cadeirinhas puchas por uma bicicleta e penetrei um mundo onde vários corpos ocupam o mesmo lugar no espaço, e ninguém bate em ninguém, e ninguém se machuca. Vendem tudo, livros, ouro, flores, etc.
Em meio a essa loucura, chego na Mesquita La Jama Masjid. A Segunda maior do mundo. Uma coisa linda. Emocionante. Quem sabe um dia eu possa explicar...
 Passei pela Fortaleza,

Terminei minha jornada conhecendo o memorial Raj Ghat (uma pedra de mármore preto) que marca o lugar onte o Gandhi foi cremado.
Haja coração, dormir mais cedo e preparar para pegar estrada logo cedo.

Um comentário:

  1. Puxa Marcelo, que legal. Com seu relato pude conhecer um pouco desse país que um dia ainda irei conhecer. Boa viagem!!!

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