quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Bordeaux

Antes de mais nada, obrigado pela solidariedade. Foi um sufoco mesmo, não se consegue ligar para o Brasil, principalmente de celular. Tive que "alugar"o telefone da recepção. Passei muito tempo mas consegui. Agora a Visa já me ligou que vai entregar o cartão dia 22.
Descobri uma super dica de viagem. Agora, além dos sites de passagem e de hotel, existe o Google Trips. Você baixa no celular e faz um download das cidades onde você vai. Fica armazenado para uso off Line. Informações sobre tudo e ainda dá uma dica para um passo a pé pelos principais pontos. Realmente muito útil e dispensa guias.
Claro que andei 10 milhas e estou arrebentado. Visitei:
Basílica Saint-Michel, que estava fechada. É muito interessante que a torre é separada da igreja.
Catedral de Bordéus (veja se isso é nome para uma igreja!!!!!! Fechada também.

Palais Rohanm que já virou hotel
Passei pelo Museu de Belas Artes, mas achei mais interessante o contraste arquitetônico em frente ao museu: (obs, o museu estava fechado)
Museu de Arte e decoração, estava aberto, mas minha fome era maior
Descobri que aqui na França também estão diminuindo o sal da comida. Ah! tristeza, cade o sabor????
Passei pela porta Dijeux (mas me encantei pelas ruas)

Por fim cheguei à Notre Dame, até que meio acanhadamente construções, entrei e achei até simples. Tinha um cara (não sei se afinando, consertando, regulando) mas quando terminou tocou alguns trechos de temas clássicos (Ave Maria, Jesus Alegria dos Homens, etc.) E eu sozinho, escutei o conserto que se tornou concerto. Fava a verdade, que privilégio (ou será previlégio?)
Depois disso, vi o prédio da ópera e outros monumentos arquitonicos.
Terminei o dia no "Musée du Vin". Um museu enorme e absolutamente criativo. Cenografia espetacular, soluções impressionantes. É preciso meio período para poder curtir tudo. Principalmente uma ligeira degustação no oitavo andar que permite uma visão panorâmica. 


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Na estrada para Bordeaux

Depois de levantar às 6 horas da manhã, daqui, porque se fosse no Brasil seria às 3 da manhã. Sair pelas ruas escuras de Paris, pegar metro lotado e me perder entre canteiros de obras, caminhando muito sem que ninguém soubesse me informar onde era o local onde paravam os flixbus. Consegui chegar.

Não estranhem, é que descobri que na Europa o o ônibus é muito mais barato que os trens. Confortáveis e podemos observar com mais calma o interior. Será uma viagem de 6 horas, mas três delas em uma névoa muito forte que não permitiu ver nada.
Quando abre o sol, vou me encantando com cada cidade que passo. Dá vontade de descer e caminhar em cada uma delas. Mas... como direi agora?
Ontem alguns amigos disseram que eu não podia dizer "Meta", porque era coisa de trabalho.
Preciso tomar cuidado, como seria correto dizer, Alvo? Plano? Sonho? Desejo? Impulso? Aspiração? Vontade? .... estou perdido Como expressar quando a gente quer e se propõe a fazer algo?
Fiquei mais confuso ainda, porque fizeram uma oposição entre meta e relaxamento. Como se para relaxar não houvesse antes a tensão, tesão, desejo, vontade, esforço e gozo. Sou adepto do relaxa e goza.

Me peguei cantando uma música que tanto gosto. Vou pedir a ajuda do Gil.

Metáfora
Gilberto Gil

Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora

Agora, sem metáforas, fui roubado, no ônibus, enquanto dormia levaram a meu cachecol. Justo um antigo e que eu gostava tanto, mas o difícil é ver que essas coisas acontecem, ou todos dormiam ou silenciaram. ... paciência.

Ainda bem que estou escrevendo em português e posso dizer que agora eu não posso "proteger meu pescoço", se fosse em francês "protège mon cou" daria motivo para mal entendido e maldades.

Por fim cheguei: caminhei bastante para ir até a locadora de carros por um bairro bastante antigo
Por fim cheguei ao centro da cidade no final do dia. Uma cidade muito encantadora e surpreendente:






Por fim, me dei um jantar gostoso, mas no final, a minha carteira sumiu com todos os documentos, cartões e dinheiro.
Paguei a conta do restaurante e vim para o hotel. e a carteira sumiu.
Liguei para o Brasil, e nenhum telefone do Itau completava a ligação. 
Falei com o Francisco, ele ligou no banco e cancelou os cartões. Conseguiu um número para o qual eu liguei e pedi cópia dos cartões emergencialmente.
Vamos torcer para que chegam nas 72 horas prometidas.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Paris

Outros tempos, um voo para Paris, no primeiro final de semana das férias com muitos lugares vagos. Sinal da crise que insiste em não nos deixar ou medo da cidade após os atentados. Acho que a primeira hipótese é mais viável, pois a cidade está absolutamente vigiada, muitos guardas, muitas metralhadoras e viaturas.
Paris continua um charme, as construções e luzes são uma obra de arte.
Por falar em arte, da última vez que estive aqui não pude conhecer o museu D'Orsay pois era terça feira e era dia de folga. Pois bem planejei estar aqui na sunga feira e, advinha, agora ele fecha às segundas.
Com pouco tempo para fazer alguma coisa, pois consegui chegar ao hotel já era quase 4 horas da tarde, ainda investi um tempo para ir ao museu. Restou o presente de caminhar pelo centro durante o entardecer.
Viver um evento difícil. estava no metro e em uma estação pediram para evacuar os vagões, ninguém podia ficar dentro dele. Algo que a gente não sabe o que fazer a não ser obedecer. O trem partiu de volta imediatamente e os passageiros ficaram na estação olhando-se com cara de interrogação, porém logo apareceu outro comboio e fomos embora. (stress normal em uma cidade assustada por atentados.
Comi escargot e me deliciei.
Me perdi pela cidade e demorei a achar o meu hotel, pois havia esquecido o nome do hotel e o nome da rua.
Estou cansado pois sempre se dorme mal em voos. Tenho que acordar muito cedo para pegar o Ônibus que me levará a Bordeaux.






quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Seattle

Seattle foi incluido no roteiro apenas porque era muito mais barato ir para o Alasca. Contrariando o mapa e as distancias, ficou mais facil ur de Vancouver para Seattle de onibus e depois pegar voo para Anchorage, porer voo nacional. Foi uma bela surpresa, adorei a cidade, o museu, a torre e a comida. 
Fiquei triste por nao poder visitar o teatro Paramount, recomendado nos sites, mas so aberto às visitações aos sabados. 
Estou no avião a caminho de San Francisco. Vou tentar consertar meu computador, ou comprar outro se for necessario. Preciso comprar cuecas e meias, pois todas que eu tinha ja estavam velhas e fui "esquecendo" pelos lugares onde passei.
Tenho dois dias para conhecer a cidade e fazer tudo que preciso.
Abaixo algumas fotos de Seattle 




quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Começo da volta

9:30 e o dia começa amanhecer, visto da janela do aeroporto de Fairbanks. Disseram que o voo estava lotado, mas só tem nós dois no aeroporto. Muita preguiça, pois fiquei até 2 horas da manhã vendo a Aurora Boreal. Foi fraquinha,  mas foi. 

Interessante essa possibilidade de ver a aurora no quintal de casa, é possível pegar um vinho, dar algumas aquecidinhas periodicamente e estar olhando as estrelas, o céu e as luzes.

Uma dica importante: não venham para Fairbanks no inverno. Não existe nada funcionando e nada estruturado para turistas. Só porque faz um friozinho de -40 os motoristas não querem fazer trabalhos à noite, não organizam passeios pelas montanhas para fotografar a Aurora, Não tem safari, não tem pescarias nem navegação pelo rio só porque ele está congelado.

O dia de ontem foi de museu. Uma cidade como Fairbanks com 32.000 habitantes, tem um aeroporto lindo com seis portões de embarque. Tem um museu espetacular. Um centro cultural de atendimento ao turismo muito legal, mas com muito pouca disponibilidade para ajudar o turista. 

A cidade é bem espalhada e tudo muito longe, a  maioria dos cafés é drive thru e não tem chance de ser atendido sem carro. 

Hoje vou para Anchorage e depois de uma pequena espera vou para Seattle, para pernoitar e seguir amanhã para São Francisco. Vou ter 3 dias para dar uma aquecidinha, usar roupas um pouco mais leves. por sapato e aposentar as botas.

Estou pensando se é possível andar por chão que não seja branco e sem montes de neve ao lado. Já pensou? atravessar ruas que não está escorregando... Meu Deus, deve ser muito estranho.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Fairbank - Alasca

 Ontem, ainda em Anchorage, fomos fazer um safari e ver um monte de animais selvagens da região. Fiquei com a frustração de não ver urso, mas isso faz parte, afinal no inverno eles hibernam.
Tiveram compensações, afinal não devem ser muitos os brasileiros que atolaram o carro na neve e tivera que passar horas cavucando e empurrando uma van, com temperatura abaixo de -35 graus. 
O melhor foi ser contemplado com o por do sol maravilhoso (acima) e um bom jantar de Crab com pimenta Jalapenha.

O voo para Fairbanks saiu 23 horas e chegou meia noite e quarenta. Conseguimos alugar um apartamento bastante amplo e confortável, com cozinha e tudo (boa economia) em um lugar afastado com pouca luz, para que seja possível ver a Aurora Boreal no quintal de casa.

O dia começou a amanhecer depois da 10:30 horas da manhã.
 Depois de caminhar muito em um frio absurdo -43, conseguimos um posto para tomar um café. Já era mais de 11 horas e o sol mostrou a sua cara
 Entramos em um centro cultural, no centro da cidade, com algumas coisas bastante interessantes sobre a vida e a história dessa região, além de explicação que existe um trajeto e direção para a Aurora Boreal e aqui é um dos lugares onde o trajeto passa (se quiser ver mais detalhes vejas em http://www.gi.alasca.edu/auroraForecast/Alaska

 A cidade é muito pequena e vazia. Claro que algumas ironias do destino: a neve impede a entrada no museu do gelo. Tem certos lugares que aa perna afunda na neve até acima do joelho, enquanto que atravessar a rua é quase um exercício de patinação de tanto que as ruas escorregam.

Pude observar uma coisa que já tinha ouvido falar mas nunca tinha visto. Quando os carros estacionam, precisam ficar ligados na eletricidade, para que se consiga dar partida novamente.
 Às 4 horas da tarde já começa a escurecer, ou seja, o dia tem 5 horas
 Mas é uma cidade com recursos, sempre se encontra gelo para vender.... Aqui valem duas histórias:

A primeira é que com todo esse frio, eles sempre enchem os copos com gelo, fica tudo aguado.
O melhor foi que fomos comprar vinho, o vendedor disse que só podia vender vinho para maiores de 21 anos, portanto precisava ver nossos documentos. Como tínhamos esquecido os passaportes, o vendedor não vendeu nada para nós, porque a gente não conseguiu provar que tinha mais de 21 anos (desculpe a maldade, mas acho que é esse tipo de pessoa que elegeu esse tipo de presidente).
Meu colega apontava a minha cara e dizia: olha para a cara dele, ele tem mais de 60 anos, você não consegue ver que ele é maior de idade, nós não estamos de carro, acabamos de pedir para você chamar um taxi para nós, mas não teve jeito.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Muita neve e noite longa

Agora, 9 horas da manhã, aqui as noites são intermináveis, o céu ainda totalmente escuro, a neve cai intensamente desde ontem à tarde. Vale lembrar que tarde aqui começa às 16:30. 
Sim os dias muito curtos e as tardes longas, uma paz é uma beleza que não cansa os olhos e a alma. 
Hoje é, por alguns dias as minhas mensagens serão sem fotos, ou com alguma que eu consiga importar pelo tablet. Meu computador pifou, não liga mais. Vou esperar voltar para uma cidade que tenha loja da Apple para tentar reparar. 
Hoje é amanha Eu ficarei aqui em Anchorage, ficar mais sossegado, dando um tempinho para a recuperação do colegaga , que acredito seja muito rápida,  apesar da impaciência dele. 
domingo, às 11 da noite vamos para Fairbank e ficaremos alguns dias em um hotelzinho afastado para poder ver a Aurora Boreal.  Essa cidade está com previsão de estar com -47 graus de temperatura, só espero que com céu bem limpinho para eu curtir muito o espetáculo. 
Hoje à noite, tem uma professora de fotografias que faz saídas fotográfica, vamos ver se crio coragem e vou sem conseguir entender muito o que fala. 
Ontem fui caminhar, fui até um parque enorme onde os lagos foram transformados em pistas de patinação, o mar ali próximo está completamente congelado. O vento na cara, doía até o fundo do olho.  Estava muito longe de casa e não tinha nenhum lugar para entrar e me aquecer.