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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Nos trilhos para Brasov

Hoje é Natal.
Um dia assim, que a gente acorda meio tonto, demora a sintonizar.
Parece que há um milagre mesmo...
Acordo cedo, consigo marcar o trem. É um trem com cabines para seis pessoas. Aqui o trem volta a ter barulhinho de trem.
Viajo eu e um casal de pessoas típicas. O rosto bastante enrugado, a boca murcha, os ombros largos, queixo saltado e mãos de quem trabalhou muito. Ela usa um lenço na cabeça, amarrado no queixo, Poderia ser a feição de uma bruxa, mas é a imagem da doçura.
Ele parece ter Alzheimer e ela toda paciência do mundo. 
Eu durmo, acordo e ele continua me encarando e perguntando quem eu sou. Eu não falo nada e ela acalma. Ele se encanta e exclama sobre alguma coisa e ela ri com ele. Ele cospe no chão e ela rindo, explica.
Muitas fábricas abandonadas. 
Alguns castelos quase caindo aos pedaços. Isso é resultado do que o comunismo fez com as indústrias e com as propriedades privadas?
A estrada continua muito parecida. Mas, cada vez mais, vou vendo obras de infra estrutura. Sabe aquelas coisas necessárias para um país? Construir ferrovias, e parece que as obras andam.
Até agora, o que vi é um país que saiu da guerra, saiu do comunismo e agora começa a despertar. As casas e as cidades sem manutenção, mas não tem favela. 
O trem lento, as janelas sujas demais, muito abafado. Já são seis horas de viagem e as estações começam a ficar mais moderninhas.
Um grupo de jovens, com bengalas coloridas, botas longas, chapéu e gorros cheios de flores muito coloridas entra no trem. Cantam alto, e querem dinheiro. A gente não sabe o que é isso, se é uma festa, uma tradição ou uma baderna. Incrível com as imagens me lembraram a Laranja Mecânica. Jovens corados uniformizados, com bengalas, cantando e ameaçando as pessoas. Eram muitos e invadiram várias cabines. Foram embora e a senhora me fez o sinal coçando o polegar com o indicador, como se eles quisessem dinheiro.
Chegamos em Brasov quase uma hora atrasados. Já estava escuro. Os túneis escuros , sujos e mal cheirosos nos direcionavam para Taxi. 
Acreditei que eram oficiais, mas as caras eram de mafiosos. Estavam em grupos no ponto. Não havia nenhum ônibus n terminal e quando mostrei o endereço, conversaram entre eles. E me disseram o preço.
Diante daquelas poucas oportunidades, eu concordei.
A cidade é linda, avenidas largas, muitas ilhas, e parece primeiro mundo. Fico revoltado em ver uma periferia miserável em um centro tão desenvolvido. 
O cara foi dirigindo aloucado, falando no celular e eu só escutando que o cara do outro lado estava muito bravo.
Me levou ao endereço da minha reserva. Eu Questionei que o nome do hotel não era o mesmo. Ele muito irritado disse que a rua era aquela e o número era aquele.
Claro eu não vou comprar briga, desci, e vi que a foto da reserva coincidia com a casa. 
Minha grande surpresa.  A dona do local disse que a reserva não era para lá. Quis cobrar taxas extras. Eu perguntei onde era. Ela me indicou, mas era uma rua sem saída e sem o número previsto.
Lá vou eu montanha abaixo, tentando encontrar uma solução. 
Chego em uma delegacia. O policial apenas me indica o caminho até a avenida onde poderia achar um taxi.
Poia bem. Encontro um estudante que me entende, Chama um taxi. Explica o que ocorreu e ele me leva a um hotel maravilhoso. Perto do centro.
Estou bem alojado.
Amanhã vou ao castelo do Dracula.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal, Cristão seja de que forma for. em Cluj Napoca

Hoje é dia 24 de dezembro. Estou algumas horas à frente dos brasileiros, mas é só uma quentão deposição do planeta em relação ao sol.Perto
Em um dia desses, numa cidade dessas, o que nos sobra é tempo para pensar e imaginar.
Começo pensando nos meus natais, e muitos foram inesquecíveis, vou contar no final da postarem.
Aqui, em Cluj Napoca, interior da Romênia, perto de zero graus, perto da Ásia, perto da Europa, perto da história, longe de tudo.
O melhor que podiam criar era a lenda de um conde cruel, para que todos tentassem se esquecer desse lugar. A Transylvania provoca arrepios e uma vontade de nem saber o que acontece.
Estou em um hotel no centro da cidade. Como me dizem os recepcionistas, estou entre a Catedral Católica Ortodoxa e a Católica Romana de São Miguel. é bom não ir muito longe.
A Igreja Católica Ortodoxa é fiel ao calendário juliano, criado por Júlio César (em 46 a. C.), que tem mais 14 dias do que o calendário gregoriano, adotado pelos católicos apostólicos romanos. Isto significa que o dia 25 de Dezembro do calendário pelo qual se guiam os ortodoxos corresponde ao dia 7 de Janeiro do calendário pelo qual se guiam apostólicos romanos.

Isso eu já sabia, mas entrei na Igreja Ortodoxa Romena. A igreja foi construída no estilo barroco nos anos 1775-1779 pela ordem católica romana dos Frades Menores Conventuais. O dinheiro necessário para o trabalho veio de uma doação da imperatriz Maria Theresa também grande princesa da Transilvânia.

Depois o Papa Pio XI decidiu em 1924 para mover a igreja possuía Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma.
Em 1948, após a proibição BRU (greco-católica), o edifício foi utilizado pelas autoridades comunistas Ortodoxa Romena da Igreja. Após a Revolução de 1989, a greco-católica da Diocese Cluj-Gherla pediu, em primeiro lugar, sem sucesso, para ser dado a posse da morada sagrada.
Em 13 de de Março de de 1998 crentes ortodoxos se opuseram à execução da sentença, bloqueando o acesso dos fiéis greco-católicos na igreja. No mesmo dia, após a intervenção da polícia oficial de justiça Diocese de Cluj-Gherla colocar em posse de sua antiga catedral.
Continuo sem entender nada. Sei que os ortodoxos tem a vertente grega, a etíope e a romena. Sei lá....
Sei que sai para caminhar e encontrei:
A Catedral Ortodoxa, Linda e caindo aos pedaços.

A igreja da Transifuração de Maria, onde estava iniciando um culto de comemoração. Demorou quad duas horas. Não sei a data do Natal deles, mas sei que estavam em uma celebração com 14 padres, um coral incrível que mudava de componentes,posições e maestros. Um rito de se encantar.

Quase tinha mais pessoas no altar do que na igreja, mas foi lindo.Perceber o movimento atrás de sete portais.

Depois foi só caminhar e uma contribuição para o imaginário da Transylvania.
As casas, em lugar de garagens, tinham entradas para condomínios 

 Pouco depois das 14 horas a névoa já tentava ocultar a visão e aumentar o nível de suspense
 As imagens tentavam te confundir e querer induzir a um caminho diferente e à promessa de um mudando mais azul.
 Mas não se enganem. Quando virem uma mulher com cabelos vermelhos. Não que dizer nada além de que economizou na tintura.
 Mais assustador é que nem as igrejas sabem mais dizer as horas
 As padarias colocam um rato na porta, para que você nem pense em comprar nada

 As farmácias estão sem a menor perspectiva de curar nada
 E você continua perdido no tempo
 Não há porta que possa abrir, porque as maçanetas quebraram
 Os bebes começam a invadir as ciclovias e o Hadad foi passear de onibus
 Quase perdemos de vista a cruz que poderia nos proteger
Tá na hora de escrever o blog e desejar um feliz Natal.

Veja só que descobri dos meus natais

2007 – Cidade do México
2008 – São Pedro – Goiás
2009 – Madrid - Espanha
2010 – Bangkok - Tailândia
2011 – Paris – França
2012 – Agra – Índia
2013 – Gonder – Etiópia
2014 -  Dubrovinik – Croácia
2015 – Cluj Napoca – Romênia

Alguma sugestão para 2016?