Mostrando postagens com marcador Brasov. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasov. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de dezembro de 2015

Brasov - Drácula e outras histórias

Grande encanto e boa revelação.
Brasov (pronuncia-se Braschof) é uma cidade assustadoramente surpreendente.
Ontem à noite, conversei com o recepcionista do hotel e disse o deu interesse em conhecer os monumentos em torno de Brasov. Principalmente o castelo do Drácula, naturalmente.
Ele prontamente me mostrou o folheto de uma agência "The land of Drácula", disse das alternativas. Eu optei em fazer o passeio completo com três castelos.
Depois de uma ligação, disse que não havia mais vagas, e que domingo só poderia ser à tarde.
Em todo caso a agência ia retornar a ligação em um minuto.
Juro qu em menos de um minuto, disse que haviam conseguido um motorista e que me pegariam às 10horas.
Exatamente na hora marcada. Chega um carro com uma motorista linda e simpática. Manuela e eu nos apresentamos, eu disse da minha dificuldade com o idioma, sentamos no carro e fomos. 
Conversamos muito. 
Falamos sobe a diferença entre a estrutura do País e de Brasov, Sobre o tempo do comunismo, Sobre a produção Nacional, Comportamento humano, história, modernidade e vida.
Ela manifestou que preferia o comunismo pelas oportunidades de estudo e emprego.
Disse do poder da Romênia e tudo o que foi perdido com fim do comunismo.
Reconhece os benefícios de agora, mas não tem mais indústria, emprego e muito menos escola. Quem estuda não pode ficar aqui. Reclamou da falta de neve e a baixa expectativa para o turismo em Janeiro e fevereiro que seriam meses de Neve.
Viajamos um pouco, Vi lindas montanhas, Vilarejos e chegamos a Sinaia. Linda cidadezinha que se constituiu próximo a um monastério. 
Um pouco à frente chegamos ao Castel Peles. Considerado o castelo mais moderno. Residencia da Família real Romana. Foi construído e concluído no final do Sec XIX. Os reis, de orígem alemã, tiveram apenas 5 gerações, pois o império acabou com a primeira guerra mundial.

 O Castelo é lindo. Internamente é absolutamente lindo, funcional e bem conservado.
Os trabalhos em madeira e machearia são incríves.
 Já extasiado e cansado, dois minha nova amiga Manuela anda rápidos e as distâncias não são nem pequenas, nem planas.
Fomos para Bran. Aqui é bom explicar.
Bran é a cidade. Esse castelo é do sec VXI, portanto quase 400 anos mais velho que Peles.
Quem morou aqui foi Rainha Maria cerca de 1.870.
Um pouco antes, entes de 1500 O conde Vlad Drácula morou aqui.
Ele é considerado um grande líder. 
Ele não admitia prisão. Se o criminoso, o corrupto ou alguém que não obedecia a lei era empalado.
(é melhor não explicar aqui o que significa isso)
Ah! Bram Stokler escreveu o livro em final de 1800. e seu nome não tem nada a ver com o nome da cidade.
Mais uma nota. Vlad nunca morou aqui. ele usava esse castelo para preparar seus exércitos e se defender contra os otomanos.



 Essa é a verdadeira cara do Conde. 

 Já voltando para Brasov. podemos ver Rasnov.
Uma fortaleza contra invasores construida por volta de 1210.
Mais uma subida. Mais um encanto

Assim percorremos quase 660 anos de história em uma caminhada (e que caminhadas) de um dia.
Note que tudo muito bom, mas a quantidade de gente nos locais é um absurdo.
Mas vale a pena.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Nos trilhos para Brasov

Hoje é Natal.
Um dia assim, que a gente acorda meio tonto, demora a sintonizar.
Parece que há um milagre mesmo...
Acordo cedo, consigo marcar o trem. É um trem com cabines para seis pessoas. Aqui o trem volta a ter barulhinho de trem.
Viajo eu e um casal de pessoas típicas. O rosto bastante enrugado, a boca murcha, os ombros largos, queixo saltado e mãos de quem trabalhou muito. Ela usa um lenço na cabeça, amarrado no queixo, Poderia ser a feição de uma bruxa, mas é a imagem da doçura.
Ele parece ter Alzheimer e ela toda paciência do mundo. 
Eu durmo, acordo e ele continua me encarando e perguntando quem eu sou. Eu não falo nada e ela acalma. Ele se encanta e exclama sobre alguma coisa e ela ri com ele. Ele cospe no chão e ela rindo, explica.
Muitas fábricas abandonadas. 
Alguns castelos quase caindo aos pedaços. Isso é resultado do que o comunismo fez com as indústrias e com as propriedades privadas?
A estrada continua muito parecida. Mas, cada vez mais, vou vendo obras de infra estrutura. Sabe aquelas coisas necessárias para um país? Construir ferrovias, e parece que as obras andam.
Até agora, o que vi é um país que saiu da guerra, saiu do comunismo e agora começa a despertar. As casas e as cidades sem manutenção, mas não tem favela. 
O trem lento, as janelas sujas demais, muito abafado. Já são seis horas de viagem e as estações começam a ficar mais moderninhas.
Um grupo de jovens, com bengalas coloridas, botas longas, chapéu e gorros cheios de flores muito coloridas entra no trem. Cantam alto, e querem dinheiro. A gente não sabe o que é isso, se é uma festa, uma tradição ou uma baderna. Incrível com as imagens me lembraram a Laranja Mecânica. Jovens corados uniformizados, com bengalas, cantando e ameaçando as pessoas. Eram muitos e invadiram várias cabines. Foram embora e a senhora me fez o sinal coçando o polegar com o indicador, como se eles quisessem dinheiro.
Chegamos em Brasov quase uma hora atrasados. Já estava escuro. Os túneis escuros , sujos e mal cheirosos nos direcionavam para Taxi. 
Acreditei que eram oficiais, mas as caras eram de mafiosos. Estavam em grupos no ponto. Não havia nenhum ônibus n terminal e quando mostrei o endereço, conversaram entre eles. E me disseram o preço.
Diante daquelas poucas oportunidades, eu concordei.
A cidade é linda, avenidas largas, muitas ilhas, e parece primeiro mundo. Fico revoltado em ver uma periferia miserável em um centro tão desenvolvido. 
O cara foi dirigindo aloucado, falando no celular e eu só escutando que o cara do outro lado estava muito bravo.
Me levou ao endereço da minha reserva. Eu Questionei que o nome do hotel não era o mesmo. Ele muito irritado disse que a rua era aquela e o número era aquele.
Claro eu não vou comprar briga, desci, e vi que a foto da reserva coincidia com a casa. 
Minha grande surpresa.  A dona do local disse que a reserva não era para lá. Quis cobrar taxas extras. Eu perguntei onde era. Ela me indicou, mas era uma rua sem saída e sem o número previsto.
Lá vou eu montanha abaixo, tentando encontrar uma solução. 
Chego em uma delegacia. O policial apenas me indica o caminho até a avenida onde poderia achar um taxi.
Poia bem. Encontro um estudante que me entende, Chama um taxi. Explica o que ocorreu e ele me leva a um hotel maravilhoso. Perto do centro.
Estou bem alojado.
Amanhã vou ao castelo do Dracula.