quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Jasper - Beleza, aventura e superação

Jasper é uma cidade muito pequena, encrustada nas montanhas rochosas. É uma belezinha e um frio absurdo. Logo pela manha a -31 graus, a gente teve dificuldade de se manter caminhando pelas ruas, pois a parte do rosto que ficava exposta, doía demais, mas depois fomos nos acostumando. 

A cidade tem apenas duas agencias de passeios, notadamente para o verão, pois turistas no inverno, ou vem para as estações de esqui, ou somos nós os 6 ou 10 malucos que desceram do trem nessa época, para passear e não para esquiar.

Tivemos sorte, um dia de céu azul e decidimos ir caminhar no Caminho Maligno, Isso mesmo, é assim que se chama, um trajeto por um cannion, sobre um rio congelado, profundo surpreendente.
 Imaginem alugar botas e um aparelhinho para colocar sob as botas, com garras para não escorregar. Um cara da minha idade (62 anos) sem preparo físico e sem prática, fazer um caminho desse com um guia que andava a toda a velocidade. Era guia de esporte de aventura e a menina da loja havia dito que era tranquilo, lento e plano.







 No fim da história, foi uma vitória, a barba e o cabelo congelados, mas o coração quente. 3 Horas exposto à baixíssima temperatura.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Enfim Jasper depois de 93 horas no trem

O embarque tumultuado e atrasado. Lembramos de levar uma malinha com vinho e alguns alimentos para emergências. 
A cabine bastante apertada, mas o suficiente para ter privacidade e sossego.
Existe um vagão panorâmico no trem que atravessa o País. A paisagem de neve e pinheiros, é sempre uma imagem relaxante. A gente tem que reduzir o ritmo, pois ficar três dias nessa mesma situação é um tempo precioso para olhar para fora e para dentro. Um céu azul e a ausência de vento. Todas as árvores estão secas, menos os pinheiros, e como tem pinheiro. Nada de Wi fi, nada de sinal de celular para whatsapp. Assim que era o mundo. As pessoas conversam olhando na cara e tem tempo para olhar pela janela, sem ser pela telinha de um aparelho.
Foram três dias e três noites. Maravilhosos. O Restaurante é um caso à parte, ágil e um cardápio e preparo espetaculares. Na passagem está incluído o desjejum, almoço e jantar. 
Grande parte da viagem foi por uma paisagem bastante plana. Agora no final, já anoitecido chegamos às montanhas rochosas. Isso vai ser assunto para amanhã, pois nem foi possível ver, muito menos fotografar.

 Em alguns momentos, tinha música nos vagões
 Tivemos um tempo de 3horas para caminhar por Winnipeg


Pegamos uma super nevasca, que o vidro ficou coberto de neve 
 Um amanhecer delicioso, depois das 8 da manhã


domingo, 8 de janeiro de 2017

Niagara

O dia de ontem foi daqueles que a gente é meio que obrigado a fazer. Estar em Toronto e não ir conhecer a Niagara Falls é quase impossível. Quase duas horas de viagem e se encontra um grande parque hoteleiro em torno das cataratas. É bonito, mas, (cá entre nós) sou mais Iguaçu. O legal é ver que o vapor da água congela tudo em volta e fica muito bonito.
No retorno a gente para em Niagara on the lake, uma gracinha de cidade na região. Como ninguém é de ferro se para em uma vinícola para degustar vinhos.


Agora estou em um vagão panorâmico no trem que atravessa o País. A paisagem de neve e pinheiros, é sempre uma imagem relaxante. A gente tem que reduzir o ritmo, pois ficar três dias nessa mesma situação é um tempo precioso para olhar para fora e para dentro. Um céu azul e a ausência de vento. Todas as árvores estão secas, menos os pinheiros, e como tem pinheiro. Nada de Wi fi, nada de sinal de celular para whatsapp. Assim que era o mundo. As pessoas conversam olhando na cara e tem tempo para olhar pela janela, sem ser pela telinha de um aparelho.

Agora estou em um trem e devo ficar 4 dias sem internet




sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Toronto

Aqui a gente fica meio tonto. Não é pelo nome da cidade mas pela quantidade de informações que a gente não consegue processar..

Muito moderna e muito histórica. Um coisa assim meio Nova York e meio Montreal. Sei lá!!!!! é possível entender?

Um frio absurdo sem neve, um céu azul com sol que não consegue aquecer... Um povo acolhedor e disponível sem com isso ser quente....

O importante é que andei muito, subi muito, isso mesmo, um elevador que te leva acima de tudo.









quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Chegada a Toronto

Hoje é um daqueles dias em que passamos horas dentro de um ônibus. O trajeto de Montreal para Toronto leva mais de 5 horas, o ônibus é o meio de transporte mais barato (em média 50% do valor do trem). Costumam ser cheios, sonolentos e silenciosos. Com a neve e a lama, os vidros ficam sempre muito sujo e é até difícil olhar para fora. 
O País é todo branco, muita neve e um frio muito sofrido, e já avisam que a sensação térmica é, normalmente, 10 graus abaixo da temperatura medida. 
Falam tanto o Francês quanto o Inglês de forma muito rápida, o que dificulta bastante a compreensão. 
O Canadá me surpreendeu, de fato é pouca gente, as cidades bem estruturadas e construções com padrões europeus. Pelo menos até agora que estávamos no estado de Quebec que foi colonizado pelos franceses. 
Toronto pareceu ser uma cidade diferente, Embora o frio seja intenso, não tem neve, ou melhor, cai um pouquinho, mas nada que se acumule.
As casas são mais coloridas e as vias mais expressas. Tem prédios mais modernos, talvez um toque de NY. Mas isso e para amanhã. Acabamos de almoçar/jantar e preciso de sono.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Montreal é uma cidade indescritível.



Pois é, Montreal é uma cidade indescritível. Mais metrópole e negócios do que turismo, embora tenha muitos encantos. Pegamos dois dias e muita neve, muita chuva, muito granizo, ruas interditadas e um frio, nem tão intenso nos termómetros, mas sensíveis em cada parte do corpo que sente esse vento. 

Pegamos um hotel que se intitula cinco estrelas e tem um milhão de plaquinhas, borboletas, flores de latão e adereços que a gente fica atordoado. O dono anda com um molho de chaves que São Pedro está deprimido de tanta inveja. Ele tranca tudo, as geladeiras, portas, portinhas e fogões. Tudo tem um milhão de armários, portas e adereços. Uma loja de antiguidade em funcionamento de um decorador alucinado. KKKKK

Muito confortável, mas muito enfeitado. 

A cidade subterrânea é um grande shopping com mais de 8 km de longitude, muitas lojas e poucos pubs, tudo interligado com os metros e parece que tudo funciona. 

Há muito imigrante da Argélia e Marrocos, todos dirigindo os Uber que a gente chama.

A catedral de Notre Dame é um espetáculo, mas fomos ao Oratório de São José, a segunda Doma do mundo, depois da de São Pedro no Vaticano. Uma imagem impressionante, mas uma Basílica decepcionante, com muito modernismo e pouco aconchego. Ao mesmo tempo um tanto de ex-voto (nome que eu conhecia como ofertas dos devotos à graças obtidas), mas que o Padre Francisco diz que não existe, chama essa ofertas de devotos.
Notre Dame:


 Cidade Subiterânea

 Manhã do dia, depois de muita neve
Basílica de São José 




terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Montreal - ainda um mistério

Bem amigos da rede.....como sei diz..... rede nababo.
Não foi fácil deixar Quebec, ainda mais com um ônibus lotado mal humorado... e chegar em uma cidade um tanto mais sisuda e cinza. 
É sempre difícil deixar um  lugar que nos fez tanto sentido e chegar em outra. 
ainda mais quando a dor de garganta incomoda um tanto e o computador resolve deixar de funcionar. Foi muita coisa para deixar um ilustre insignificante ser ficar fora do centro. Por sorte existem restaurantes mexicanos e lojas da apple. Tudo se resolve.

Montreal não chega a ser uma decepção, é muito bonita, grandiosa, cheia de casas construídas com pedras, mas..... não é  Quebec....