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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Zagreb

Pois é, um dia caminhando por essa cidade para descobrir que não é tão grande assim, o pior é que se descobre que à noite as coisas são mais bonitas e os defeitos ficam menos perceptíveis.
É uma cidade imponente, com construções fantásticas, o que chama a atenção é que existem muito prédios mal cuidados e bastante deteriorados. Fizeram tanto esforço para recuperar as regiões de guerra que acabaram esquecendo um pouco da capital.
O povo na rua e os bares para beber vinho são uma delícia. A história é bastante conturbadas, mesmo no nosso século (o passado naturalmente) teve guerras, os italianos, os alemães, os comunistas, as revoluções, as alianças, as lideranças e suas negociações são impossíveis.
Além de caminhar muito, com dor na lombar, acabei achando uma massagem que ajudou bastante. Acho que está virando vício, não dói enquanto ando, apenas quando sento.
Está sendo uma delícia estar nessa caminhada, encantado com o que estou vendo e descobrindo, encantado com uma possibilidade que surgiu....
Já estou no aeroporto, amanhã dou noticias de Split.
 OBS. Encontrei mais um amigo brilhante.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Zagreb e Plitvice - Croácia

Estou efetivamente encantado. Acredito que isso que estou vivendo é o verdadeiro espírito de Natal. Esse povo eslavo é admirável. Tanto em Ljubliana quanto aqui em Zagreb, estou vivendo algo admirável. Hospedado em noteis centrais das cidades, vejo uma vida ativa e feliz caminhando pelas ruas.
Desculpem alguma possibilidade de preconceito, mas é uma multidão que sabe ser gente. As ruas estão cheias de gente, muitas barraquinhas, mesas para todo lado, pessoas bebendo sem gritaria, famílias inteiras caminham sem pressa e sem empurras, Crianças se divertem sem gritarias, não existe turma querendo aparecer nem chamar atenção. Música, Dança, Mágicas, bolhas de sabão, comidas, presentes, artesanatos tudo convida a integrar.
A decoração não é um primor, mas a alegria é feliz e serena. Emocionante, acho que todos deviam experimentar esse tal de Natal sem consumo, sem euforia, mas com muito calor humano.
Tudo isso eu escrevi ontem à noite. Agora, já de noite, com uma grande dor na lombar, estou me segurando para não ir dormir. ma preciso desabafar.




Bem que me avisaram que esse tal de Parque Plitvice era uma besteira. Eu não quis acreditar, achei que todo roteiro por Zagreb incluía esse parque.... pois é, mais de 2 horas para ir, uma rota de caminhada de 8 km, uma hora de espera e mais duas horas para voltar. Não é que não seja legal, mas foi um dia que eu tenho certeza seria melhor aproveitado andando pela cidade. As cachoeiras e os lagos são bonitos, mas o esforço não compensa.












O que valeu a pena, foi o guia. Na verdade estava com muito pouca paciência para o guia que não parava de falar enquanto dirigia. Sabe esses cara que te avisam que estamos atravessando a ponte sobre o rio...


Em um dado momento falamos sobre a guerra. Foi interessante ver a transformação de um guia em um ser humano. Ele lutou na guerra, acredita muito em sua história e em sua intenção. Tem certeza de que fez bem em lutar velo fim a Iugoslávia que tentava juntar culturas tão diferentes em uma nação. Brigar por uma crença em tentar eliminar o medo e as ameaças das ideologias... Um filme conhecido, pessoas que em uso do poder, fazem coisas para parecer salvação....
Triste ver um cara com grande orgulho da história ter pouca fé no futuro. Triste esperar que os sérvios um dia reconheçam o que fizeram... A história tem muitas faces, todas lindas e todas tristes.
Voltei e fui recompensado, consegui ver um concerto da orquestra, tocando na varanda do teatro municipal.
É pouco ou quer mais?