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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Bergen

Quando o dia amance a -1, a gente volta para a calça jeans, tira meia de lã e sai todo faceiro.
Fiz bem, pois aqui tinha até umas coisas azuis no céu. É sim, eles dizem que o céu é branco ou cinza, de vez em quando aparecem núvens azuis.
Haviam me prometido um guia que falasse português para uma caminhada de duas horas. Claro que ele não veio, perdi um pouco de tempo esperando. Com a ajuda da recepcionista do hotel, ela falou com a agência e me mandaram encontrar uma guia em espanhol, no mercado de peixes. (que beleza de mercado)

Assim foi, Encontrei Luisa, uma espanhola de Barcelona, ela me apresentou um feirante italiano que resolveu me fazer experimentar alguns iguarias e peixes, entre eles a baleia defumada, para eles uma preciosidade. Descobri que alguns países que tinha hábito de comer baleias, tem permissão para caçar um certo número delas por ano.

A cidade de bergen é uma gracinha.
são 250 mil habitantes. É um porto estratégico de mais de mil anos, mas as construções tem no máximo 105 anos pois a cidade foi destruida por um incêndio começo do sec XX.  Por sinal já tiveram muitos incêndios por aqui. Era tão comum, que começaram a construir casas com fachada de pedra mas estrutura de madeira, para que se quimassem, pudessem manter a fachada.
Tembém foi interessante perguntar sobre a quantidade de casas pintadas de vermelho. É que historicamente a tinta branca era muito cara e precisava ser importada. Eles sabiam fabricar tinta vermelha, com alguns minerais e sangue de animais, assim em todas as fazendas os estábulos e celeiros eram pintados de vermelho. Só se pintava de outra cor a casa dos donos. Hoje eles aprenderam a achar bonito.
Outra coisa interessante é o que eu já desconfiava. os Fjords são todos ao nível do mar, todos tão braços de mar que tentam buscar a gente no interior para vir navegar.
Aqui teve uma influência muito grande dos alemães, não por conquistas, mas pelo comercio. Os Alemães Hanseáticos, buscavam comercio pelo mundo. Aqui encontraram formas de preservar o peixe (conservas, defumação e o salgamento) Isso rendeu grande negócio, principalmente porque os países católicos não conseguiam pescados suficiente para a quaresma.

Depois de caminhar muito, curtir a cidade, acabei indo jantar comida típica. Comi uma rena muito gostosa, com molho de cogumelos, aspargos, cebola caramelizada e uma frutinha azedinha, muito gostoso.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Viagens de Nababo


Nababo era originalmente o título dado ao vice-rei de uma província ou região do Império Mogol. Com o tempo, os nababos tornaram-se independentes do império e o título passou a ser empregado para designar alguns dentre os soberanos que conseguiram se libertar.
Figurativamente, a palavra é usada para designar uma pessoa rica e ostentadora.
Sem dúvida os Reis e Donos de impérios, não gostam de ver a ostentação daqueles que se libertaram e conseguiram sair de seus domínios. Portanto é bom que estes antigos monarcas, fiquem sem saber onde andam seus Nababos, pois podem querer se vingar.
Enquanto isso vamos celebrar nossa liberdade.