Não sei se é sorte,
se é destino ou um simples acaso favorável.
Hoje é meu último
dia de passeio nessas férias.
Resolvemos vir a
Stratford-upon-Avon, terra do Shakespeare.
Nada como terminar
essa jornada pelo Reino Unido, na terra do maior escritor dessa língua,
O cara morreu em
1616, nasceu em 1564. E a cidade faz o tributo mais justo e lindo que se pode
imaginar.
Aqui não se fala de
sua obra, aqui se preserva a cidade e a vida que ele teve.
É possível entrar
na casa que ele nasceu. Filho de um rico comerciante, estava no centro da
cidade e as casas em torno estão absolutamente coerentes com a época.
O museu é pequeno,
mas na casa existem recepcionistas trajadas com roupa de época e muito
dispostos a contar as histórias.
Nossa sorte foi ter
vindo de ônibus e comprado ingressos avulsos (online). Além de sair muito mais
barato, evita entrar nesse templo seguido por um monte de gente e um guia
falando sem parar).
A cidade é linda e
bem cuidada, mas as sinalizações não existem para quem vem sem grupo. Mas teimoso
descobre as coisas.
Fomos à casa de sua
filha (na época se casou com um médico respeitado e tinha a maior casa da
cidade. É legal ver o que era riqueza no final do Séc XVI.)
Caminha-se até a
Igreja onde ele foi batizado, se casou e foi sepultado. Tem um quadro com seu
batismo e seu registro de óbito.
Depois disso, a
gente caminha quase três quilômetros entre parques e lindas vilas, fazendo o
caminho para chegar na casa se sua amada Anne Hathaway, na época fora da
cidade, uma casa de camponês.
Legal ver o lado
humano e apaixonado do William, ela foi seu amor de infância, 8 anos mais velha
e de classe social diferente (já viram de onde vem a inspiração para Romeu e
Julieta).
Combatido por
todos, eles casaram com ela grávida (ele tinha 18 anos). Conseguiram registrar
sua filha (driblando as normas da época)
Lindo ver o respigo ao homem, além do mito.


















Como sempre meu amigo me mostrando o mundo através dos seus olhos, abraço meu amigo.
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