sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Arrumar as malas, já é profissão...

Amanheci entorpecido, quase tudo no automático, menos essa sensação triste de último dia de aula... Pensava tanto na experiência que só percebi que garoava depois de três quarteirões. O frio então, quase zero e eu estava protegido sem pensar.

Arrumar as malas, já é profissão... ou será que é acender as velas?
Velar o que acaba, quando não tem sonho tem desilusão?
Ou... quando não tem samba tem desilusão,
é carnaval e não tem samba,
Mas tem realização
"É mais um coração que deixa de bater e a gente morre sem querer morrer..." (Zé Keti)
Agora coração deixa de bater pelo desafio e começa a bater pelo retorno.
Voltar às raízes encontrar novos sonhos,
essa realidade que também pode ser sonhada,
mesmo diante do tempo seco devemos irrigar.
Vencer desafios, enfrentar tempos fora de casa e de qualquer conhecido.
Tentar aprender uma coisa que foi difícil,
realizar um sonho e não tê-los mais deixa de ser ilusão e não é desilusão.
Morar em cantos que não são seus mas tentam ser,
sair cedo, ainda escuro e com muito frio,
se descobrir no metro que não precisa mais ficar lendo as estações,
sorrir e o garçom já sabe o que quero e eu já sei quanto custa.
O que é para ser velado?
Eu queria muito realizar meus sonhos sem perder a realidade.
Eu queria mesmo que pudesse realizar, sem quebrar o encanto dos sonhos.
O encanto é real e a realidade é algo que se dissolve em um próximo encantamento.
Nada é para sempre, nem o sonho nem a realidade, ninguém sabe o que é real.
O sonho é tão real que parece estar à beira de um precipício para se tornar delírio
Acreditamos tanto neles que algo que não o suporte não é real, é injustiça
Justo é que o sonhos se concretizem, mas o concreto não é tão sutil quanto um sonho.
Eu queria sonhar minha realidade sem perder os meus sonhos.
Eu queria mesmo que pudesses sonhar sem quebrar a ilusão de realidade.
O sonho é encanto e a realidade é canto, um seduz o outro acolhe e apoia.
Não há como sonhar sem ter os pés no chão, mas não há chão que acolha tanto encanto.
A questão é de dimensão, não de limites para o sonhos, mas a realidade pode ser mais que uma só.
Que coisa mais chata essa de ser realista e ter separar realidade de desejo...
O que seria da realidade não fosse a nossa mania de delirar com algo que nos tire daqui.
Porque essa maldita história de separar o ser e o estar...


Amanhã vou conhecer o carnaval de Madrid, Domingo eu não sei, segunda eu volto para casa.

3 comentários:

  1. você sonha, você realiza, entre os dois o que tem? Um corpo, um coração, uma mente, mãos e pés. Tudo junto amarrado, um sem o outro vira máquina e só! Lindo e profundo o que vc escreveu! Volta poeta de sonhos tornados concretos! Bjs

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  2. Oi Marcelo,
    a gente se divide entre a vontade de papear ao vivo e a "peninha" que sentimos de você por ter que voltar.
    Seja bem-vindo!

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  3. Oi Marcelo,
    a gente se divide entre a vontade de papear ao vivo e a "peninha" que sentimos de você por ter que voltar.
    Seja bem-vindo!

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