Em um ano atribulado, alguma crise nos negócios, novas
oportunidades e desafios são sempre bem vindos e sempre stressantes. Em um mês
de aniversário, eleições, planos de férias, acordos judiciais, festa de netas,
etc. Recebi esse convite para trabalhar no Peru. Sempre gostoso e sempre
acionando meus medos, inseguranças e vontades. Além de saber que não domino o
idioma, sei pouco sobre a cultura, região e tudo mais.
Devemos ir em dupla (dois consultores) isso facilita um
pouco. Minha agenda não permitia que ficasse o tempo todo e o cliente que tinha
reservado a data não quis trocar, assim tive que voltar um dia antes.
Sai de São Paulo no domingo de manhã, ou melhor, de
madrugada. Conheci o terminal 3, tudo lindo, mas só faziam embarque remoto,
deixando os passageiros de todos os voos em uma sala com poucas cadeiras para
vários portões.
O voo terrível, só consegui lugar na última poltrona onde a
fila do banheiro e o barulho das portas não permitiam nem uma leitura e muito
menos um sono. A alternativa foi ficar conversando com a tripulação, muito riso
e muita informação sobre coisas de aviação.
A escala em Lima trouxe a expectativa de pelo menos começar
a desfrutar a comida Peruana. Doce ilusão na ala nacional do aeroporto de Lima,
não tem nenhum restaurante que faça ceviche. Tive que me contentar com um
sanduba de frango, pelo menos uma cerveja cusquenha já ajuda.
O voo para Piura foi mais tranquilo, entretanto ao sobrevoar
a cidade a impressão é terrível. Uma cidade poeirenta, com casas sem telhados,
quase tudo na laje mesmo no meio do deserto. A pista cercada de deserto e
sujeira dá uma péssima impressão.
O hotel bastante confortável e o restaurante maravilhoso. O
trabalho foi intenso além do idioma que o meu espantol tenta alcançar, a
cultura peruana é bastante diferente da nossa, no norte então era um mistério.
Tudo correu bem, foram bastante pacientes comigo e foram se soltando, foi muito
produtivo.
Saimos pouco, pois as notícias dos jornais sobre a violência
na cidade eram assustadoras. O pessoal do hotel, os motoristas de taxi e mesmo
os participantes falavam para não andar com a máquina pela cidade.
Na segunda semana de trabalho, embora hospedados
no mesmo hotel, fui trabalhar em um outro hotel no centro da cidade. Pela manhã
vimos a notícia de um cambista que matou um turista na porta de um hotel a
poucos metros de onde ia trabalhar. Devia ter mais coisa do que simples operação
de cambio, pois o turista tinha muitos dólares.


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