sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Viajar 5 paises em 24 horas

Hoje era um dia chave na minha viagem. Alem de estar mudando radicalmente o rumo das férias, Estava previsto de ser longo, cansativo e perigoso. Pegar três vôos e um trem no mesmo dia, é uma operação de risco.
Descrição 1 - Cheguei no aeroporto de Nairóbi à uma de la matina. Quase ninguém, faxina comendo solta. Depois de um tempo abre o embarque.  Como de costume o vôo começou a atrasar e acabou saindo cinco e tanto da manhã. Poltrona muito desconfortável, para quem já estava com um torcicolo, ficou difícil.
Cheguei em Istambul. A tempo, mas corrido. Na hora do embarque um policial invocou comigo. Queria saber o que um brasileiro sai de Nairóbi, com destino a Rotterdam. Por mais que explicasse, ele não conseguia entender. Parou a fila, chamou assessores, falava com desesperado e virava meu passaporte, olhando todos os vistos que eu tenho (olha que está cheinho). Eu já estava com o talão de embarque, mas o cara não se conformava. Porque eu fiz escala na Turquia, porque estava trocando de companhia aérea, quanto tempo eu ia ficar, o que ia fazer, etc.
Por fim embarquei. Cheguei em Munique. Esse aeroporto é enorme, mas não tinha lugar para estacionar. Sair correndo, andar km a pé e com malas, quando vou passar na policia federal, o agente invocou comigo. Tudo de novo, em alemão. Porque eu ia para Rotterdam, o que eu ia fazer. Resolvi explicar que era só uma escala, pois eu estou indo para a Bélgica. Daí a coisa ficou preta. Se eu disse que era turismo, e nem vou ficar na cidade, isso é muito pouco tempo para fazer turismo. Santa paciência, tive que mostrar reserva de hotel e plano de viagem para poder seguir em frente. Sem falar na esteira de raio X. Fizeram ligar computador, máquina fotográfica, trocar lente da máquina, etc.
Enfim estou aqui esperando o próximo passo enquanto escrevo isso, fico pensando que ainda tem um vôo. Mais policia, taxi e estação. Ai meu Deus. Em aeroporto já estou acostumado mas em trem é sempre muito complicado. Ainda faltam 8 horas de viagem.
Pelo menos estou conseguindo limpar um pouco as fotos, já fiz um filme para cada pais, e já terminei de fazer o livro com as fotos da África. Viu que produtivo.

Descrição 2 – agora já 9:30 da noite. Um frio danado e eu tomando vento numa plataforma de trem. Pelo menos consegui chegar até aqui. Vai ser o meu quarto embarque para um quinto pais no mesmo dia. O meu medo de que a mala não chegasse, não se concretizou. Deu tudo certinho.
O aeroporto de Rotterdam é pequeno. Um policial olhou meu passaporte e perguntou de onde eu vinha. Respondi que era de Munique, ele me devolveu o passaporte e tudo bem. Como não sabia a distância das coisas, nem como funcionavam as coisas, decidi vir direto para a central de trens. É enorme, bem organizado, bonito. Floriculturas, doçarias, lojas e bares. Acabei chegando cedo na estação e não tinha ninguém que soubesse ou quisesse ajudar. Por fim acabei me entendendo com os murais que demoram a dar informação. Aqui sai um trem a cada 1 ou no máximo 2 minutos.
Acho que estou no lugar certo. Depois eu conto.
Ah! Vou ter mais um embarque hoje. O trem que eu vou vai para Bruxelas, lá eu vou ter que me entender para tomar outro trem para Bruges. Devo chegar à 1 da manhã.
Descrição 3 – Estou em Antuérpia, em um vagão maravilhoso. Um vinho maravilhoso servido por comissárias lindas e simpáticas. Poltronas confortáveis e poucas pessoas no vagão. Preciso muito esforço para não dormir. Afinal acho que dormi apenas umas 3 horas nas últimas 40. Mas estou resistindo bem.
O jantar estava fio, é verdade, mas também eu estou tão eufórico que nem estava com vontade de comer. Bastam os queijos.

Descrição 4 – Como vocês podem imaginar, estou no meu quarto, já tirei os paletós, abri uma cerveja e estou muito feliz. Parece que Bruges é lindo mesmo, mas isso eu vejo amanhã.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Tanzânia - Valeu a pena



Enfim, depois de 6 dias, me preparo para sair da Tanzania.
Uma viagem que vale a pena. É muito cansativo, precisa ter estrutura para ficar dentro de carro duro, com muito buraco. Mas vale a pena. Algumas imagens:






quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Ngorongoro

Amigos, obrigado pelas mensagens de preocupação e apoio.
Não quero deixar ninguém preocupado mas nem sempre é possível. Amanhã eu volto para Nairobi e depois eu começo outras férias.

Hoje foi um dia legal, fui passear na cratera do Ngorongoro. É a maior cratera de vulcão do mundo. Enorme mesmo. Depois de subir muito e descer muito a gente chega numa planície cercada de montanhas. Vejam a foto de cima e a de baixo:




Os animais são enormes, aliás o que consegui de fotos legais dos bichinhos, mas como a internet aqui é ruim, eu vou postar apenas essa de uma leoa perto de um land cruiser. Essa foi hoje de manhã. 


Pena que caiu uma chuva muito grande, os bichinhos sairam de cena. voltei mais cedo para o hotel.


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Tanzania

Vou postar rápido, pois o sinal é muito ruim, depois vou colocando fotos.
Já que estava pelo leste da África. Já que os pacotes incluem Kenya e Tanzânia. Já que tenho poucas chances de vir para essas bandas outra vez. Já que quem viaja com milhagem, adequa seus passeios às disponibilidades da companhia aérea. Juntando todos os “já que”, estou eu aqui na Tanzânia.
Foi um dia duro de estrada. Duro por ser longo, as estradas foram boas e os motoristas também. Saímos cedo de Nairobi. Fui com um motorista até a fronteira. Já viu né, polícia de fronteira terrestre. Dar visto de saída de um, fazer o visto de entrada no outro. Essas pequenas autoridades são um caso sério. Só porque preenchi o formulário colocando somente dois dígitos no meu ano de nascimento, tive que preencher outro formulário, enfrentar outra fila...mas no final dá tudo certo.
Hoje fez calor. Foi o primeiro dia. Eu que pensava que África, perto do equador seria muito quente, errei, pois tenho dormido de cobertor todas as noites. Como estou acima de 1.600 m.  Aqui o sol é quente mas o vento refresca bem.
Passei por Arusha. Uma cidade grande e comercial. Depois de um lanche na estrada chegamos ao parque do Lago Manyara. Muito interessante, pois se entra por uma densa floresta. Árvores enormes, troncos grossos e muitos troncos caídos. Depois de ver alguns macacos e muitos babuínos, se chega a uma planície enorme.
Para compensar a cheia do Lago Nakuru, o lago Manyara está quase seco. Vou sugerir uma frente de trabalho para transposição do lago.
Apesar de não poder se aproximar dos pássaros, muitos. Formou uma paisagem muito bonita. Mas não sei responder porque planejei tanto safari.
Agora é dormir e amanhã cedo continuar a viagem para chegar ao Serengueti.
Eis que depois de não conseguir publicar a mensagem do dia, eu acordo no meio da noite com poesia de João Cabral na minha cabeça. Algo assim:
“E se responder não pude à pergunta que fazia. Ela, a vida respondeu, com sua presença viva.”

Dia 2

Não consegui postar nada ontem, apesar de dizerem que tinham wi-fi.
Saímos cedo e passamos pela portaria do parque Ngorongoro. É tanto papel que vocês não imaginam, ou melhor, como eles dizem é herança da colonização britânica, precisamos fazer um comparativo com a colonização portuguesa.
Subimos por uma estrada de terra até a  altitude de 2.300 metros, uma floresta maravilhosa. Eu que dizia que a floresta amazônica não tinha comparação, acho que isso continua valendo pelas dimensões, mas a beleza é possível de ser equiparada.
Caminhamos pela borda da cratera de ngorongoro, um vulcão extinto. Emocionante ver a cratera e todo o habitat em torno. Tudo vai ficando verde, rasteiro e plano.
Entramos na reserva de Serengheti. Uma planice só, verdinha e cheia de bichos. Um espetáculo feito com régua e vida. Os bandos de Gnuns, milhares em migração. Infinidade de elefantes, de zebras, etc. Vi várias tchitas lindas e escondidinhas. Isso é a maravilha de fazer vários safaris, a vista vai ficando curiosa e aguda para encontrar tudo em todos os lugares.
Ví leopardos em cima das árvores e o que é inédito: vi leão em cima de árvores, o mais inédito ainda é que tinham dois leões em uma só árvore.
Um espetáculo primoroso, em todos os sentidos. Agora estou fazendo o que vim buscar. Sair do mundo, viajar no tempo, encontrar raízes. Estou revivendo coisas muito antigas. Morrendo de medo, mas enfrentando.
Agora estou em uma barraca, no meio do Serengeti. Sozinho, sem luz, sem tomadas, sem som, sem nada. Tive que esquentar a água e colocar em um balde que vira chuveiro. No final da tarde, ligam um motor que faz carregar as baterias. Jantar à luz de velas (maravilhoso, por sinal). Agora é esperar o sono chegar, sem sair da barraca.

Dia 3

Três dias sem ter notícias e sem avisar ninguém. É uma desintoxicação digital, comunicacional e tudo o mais.
Estar em uma barraca no meio da África, dentro de um parque considerado o que mais tem animais ferozes, é um exercício de paz. O vento balança a barraca, acordo assustado, mas descubro que é só o vento e consigo dormir bem depois.  Hoje vai ser o terceiro dia que não almoçamos, levamos lanche e fazemos piquenique.
O Serengueti é uma coisa de louco. Nesses dois dias vi a migração dos gnus. São mais de 3.000.000 que migram nessa época. Some-se a isso quase 800.000 zebras que caminham junto. É impossível descrever, não há foto ou filme que consiga captar essa loucura. Sem contar na quantidade de mosquitos que ficam por perto.

Fora isso foi um dia de muitos leões, leopardos,

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Massai Mara - Partida

Eis que, pois, então, já estou eu arrumando as malas para fechar mais um país. 
A reserva de Massai Mara é realmente maravilhosa. são mais de 1.700 km2 de um jardim maravilhoso. Acho que foi aqui Que Deus inventou a grama, uma pastagem maravilhosa com algumas árvores e algumas touceiras. Tudo certinho para imitar o paraiso. Deve ser aqui perto que Noé abriu sua arca. 
Depois de um safari na madrugada, vou almoçar e enfrentar aquela estrada poeirenta por 100 km. Tomara que tenha menos carros ou que chova um pouco. Depois de mais 140 km de estrada asfaltada eu volto para Nairóbi. Tenho um jantar hoje, comer carne de caça e ver show. Devo chegar tarde no hotel.
Amanhã devo sair cedo para Arusha, na Tanzânia. Vou estar perto do Kilimanjaro.
Por hoje a notícia é estrada. Está tudo bem.

Ah! Ontem quando cheguei na minha choupana, ao abrir a porta da varanda, encontro três hipopótamos no riacho que passa em baixo da minha varanda.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Massai Mara - Tribo


Haguna Matata
É assim que se expressa quando está satisfeito, contente. Tudo bem.
Quando planejei começar minhas férias pela África, sempre obtive exclamações, como se não entendessem como alguém pode vir nas férias para um lugar desses. Eu explicava que queria conhecer a história da Etiópia e tentar fazer contato com uma tribo africana. Não pelos safaris ou coisas de turistas.

Pois bem, consegui. Tive um dia de glória.
Saí de madrugadinha para fazer outro safari. Isso é outra história que fico me questionando. Porque fazer outro safari, para quem já fez mais de 15 vezes em sete locais diferentes. Pois é, eu gosto muito de ver o mundo. A natureza nos dá paz um aprendizado de tempo. Sair sem destino, devagar enfrentar paisagens desconhecidas, enfrentar lama, pedras, riachos e desafios. Ser surpreendido sempre por novos animais ou mesmo alguns bem familiares em fotos e zoos, mas tão mais bonitos em seu habitat. Vi muitos elefantes, leoas, aves, etc. Sempre é emocionante ser surpreendido e acalmado pela observação das coisas que só acontecem em seu tempo.
Depois de um lindo safari, tive a grande realização. Fui a uma comunidade Massai. Passei horas com seu líder. Um jovem que com seu inglês tentou me contar tudo. Aprendi um pouco das danças. Ouvi cantos das mulheres. Fui ver seus currais e como constroem suas casas. Casas muito pequenas, tem 4X6m para uma família e uma vaca que fica dentro de casa para tirar o leite. São casas  fechadas e cheias de fumaça do fogo que permanece aceso. Eles tem toda uma técnica de construção para evitar malária, são camadas de galhos, lama amassada com coco de vaca, ervas e fibras.
Vi seus artesanatos, mas o mais legal foi saber que é um povo sem fronteiras, vão onde querem e não tem passaporte para mudar de país. Andam por toda a reserva, com seus rebanhos, vestem roupas vermelhas pois acreditam que assim não são atacados pelos animais ferozes. Não sabem plantar mas trabalham com  pastoreio de ovelhas, cabras e vacas. Conseguem tudo à base de escambo.
Tem orgulho de ter sua escola para ate o 6o ano. São poligâmicos, mas tem que dar o mesmo número de vaca para cada esposa. Não usam fósforo (por sinal me ensinaram a fazer fogo e me deram os equipamentos).
O líder me deu seu e mail lemedicksoit@gmail.com . Ele está fazendo o segundo ano de faculdade e estuda o ambiente e os animais. Cuida da comunidade com mais de 100 habitantes e muitas crianças. Eu prometi a ele divulgar seu endereço e seu povo. Quem quiser conversar ou souber de alguma forma de ajudar pode entrar em contato.
Ganhei meu cajado e me inseri um pouquinho mais nessa humanidade tão bonita que são as tribos de tradição. Essa é mais uma das minhas vivencias que não vou esquecer.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Massai Mara

Ufa!!!!! chegar aqui é difícil. Mas vale a pena.
Saí cedo e peguei 300 km de estrada boa. os últimos 100… a estrada é tão ruim que viemos off road. Adivinha se eu não adoro essas loucuras. Uma poeira que dá tijolo nas narinas. Os pastores da tribo massai, pastoreiam sempres. Não plantam.
Se alguém pensa em carneiros e cabras solenes pastando, podem vir para cá. são rebanhos enormes. muito bonito.
Depois de sete horas de estrada. comidinha e…safari.
O Massai Mara é lindo. são enormes colinas, verdinhas com muito poucas árvores. a gente vê longe e todo tipo de animal. Muitas girafas, antílopes, chacais, hienas, empalas, thompsons, gazelas, búvalos, zebras, etc.
Mas o mais emocionante foi ver duas peças:
Uma guepardo se preparando para a caça. Fiquei um bom tempo orcendo por ela e pelas gazelas que se aproximavam. não acontecdeu nada.

Outra foi ver um leopardo em cima da árvores: